Publicado 14/04/2026 09:22

Macron pede a Trump e Pezeshkian que retomem as negociações iniciadas em Islamabad e evitem uma nova escalada

Ele considera “essencial” que o cessar-fogo inclua o Líbano e que sejam suspensas as restrições à navegação no Estreito de Ormuz

Archivo - Arquivo - O presidente francês, Emmanuel Macron.
Julien Mattia/Le Pictorium via Z / DPA - Arquivo

MADRID, 14 abr. (EUROPA PRESS) -

O presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou que, em conversas telefônicas com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e com o presidente do Irã, Masud Pezeshkian, tenha solicitado que as partes retomem as negociações iniciadas no Paquistão para o cessar-fogo, bem como se comprometam a suspender as restrições no estreito de Ormuz e estendam a trégua de duas semanas também ao Líbano.

Conforme revelou em uma mensagem nas redes sociais, o presidente francês manteve contato com Trump e Pezeshkian em meio às tentativas de alcançar uma saída diplomática para a guerra no Irã, após o cessar-fogo temporário acordado na semana passada.

“Instei pela retomada das negociações suspensas em Islamabad, para esclarecer os mal-entendidos e evitar qualquer nova escalada”, argumentou, ao mesmo tempo em que reiterou que é “essencial” que o cessar-fogo seja respeitado “estritamente por todas as partes e que inclua o Líbano”.

Da mesma forma, Macron insistiu que o Estreito de Ormuz seja reaberto “de forma incondicional, sem restrições nem pedágios, o mais rápido possível”. O presidente francês ressaltou que, seguindo esses princípios, as negociações “deveriam poder ser retomadas rapidamente”, “com o apoio das principais partes envolvidas”.

Por sua vez, defendeu a iniciativa liderada pela França e pelo Reino Unido para uma coalizão internacional que organize uma missão naval pacífica para monitorar a reabertura da passagem estratégica. Assim, ele confirmou que Paris sediará uma conferência que reunirá países “não beligerantes” dispostos a contribuir para uma missão “multilateral e puramente defensiva” que trabalhe para restabelecer a liberdade de navegação em Ormuz assim que as condições de segurança o permitirem.

IRÃ DENUNCIA FALTA DE VONTADE POLÍTICA DOS EUA PARA UM ACORDO

Por sua vez, Pezeshkian afirmou, a respeito desse contato que transmitiu à França, que o “exagero e a falta de vontade política” da delegação norte-americana impediram o acordo e ressaltou que Teerã está disposta a manter conversações “dentro do marco das leis e regulamentos internacionais e com o objetivo de proteger os direitos do povo iraniano”, indicando que a Europa pode desempenhar um “papel construtivo” para que Washington se ative a esses marcos.

“As abordagens baseadas em ameaças, pressão e ações militares não só são contraproducentes, como também complicam os problemas e agravam os conflitos criados pelos Estados Unidos”, denunciou o líder iraniano perante Macron, segundo informa a emissora estatal IRIB.

Pezeshkian insistiu que o Irã prefere a via diplomática para a resolução de disputas e destacou sua “disposição para o diálogo dentro dos marcos legais”. Da mesma forma, alertou que a ameaça ao tráfego marítimo em Ormuz “terá consequências de grande alcance para o comércio mundial”, após o bloqueio unilateral imposto pelos Estados Unidos.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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