Europa Press/Contacto/Matthieu Mirville
MADRID 18 jun. (EUROPA PRESS) -
O presidente francês, Emmanuel Macron, pediu nesta quinta-feira ao primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, que agisse com “responsabilidade e racionalidade”, uma vez que o acordo preliminar alcançado entre os Estados Unidos e o Irã inclui a cessação “imediata e permanente” das hostilidades também no Líbano, onde pelo menos três pessoas foram mortas pelo Exército israelense ao longo do dia.
“O presidente (americano, Donald) Trump deu sinais de uma mudança de atitude em relação ao primeiro-ministro Netanyahu nos últimos dias. Acredito que a paz só pode ser construída sobre essa base”, afirmou ele em entrevista concedida à emissora de televisão France 2, na qual defendeu que, “no Líbano, Benjamin Netanyahu deve demonstrar senso de responsabilidade e racionalidade”.
Nesse sentido, o chefe do Eliseu lembrou a Netanyahu que a segurança de seu país “não pode ser garantida pela conquista de territórios vizinhos” e que sua política em relação ao Líbano, bem como à Faixa de Gaza e à Cisjordânia, é “contrária aos interesses de Israel, pois alimenta o ressentimento e a violência entre todas as populações da região”.
Por isso, manifestou sua disposição de “mobilizar rapidamente a comunidade internacional para ajudar o Exército libanês a recuperar o controle de seu território”, agora que se apresenta uma “nova fase” de negociações e na qual o cessar-fogo alcançado “vale para o Hezbollah, vale para o Irã, vale para Israel”.
Em alusão ao acordo preliminar assinado na véspera pelos presidentes iraniano e norte-americano, Masud Pezeshkian e Donald Trump, respectivamente, Macron descartou considerar o conflito encerrado. “Não creio que possamos dizer que esta guerra tenha terminado completamente. (...) Ao final dos 60 dias de negociações, veremos se o Irã é menos perigoso do que antes”, declarou.
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