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MADRID 8 abr. (EUROPA PRESS) -
O presidente da França, Emmanuel Macron, considerou como uma “boa notícia” o cessar-fogo acordado entre os Estados Unidos e o Irã, pedindo, no entanto, que inclua o Líbano, e insistindo que esse acordo deve dar lugar a negociações de paz.
“Temos dito isso desde o início deste conflito, há quase 40 dias: é por meio da negociação que poderemos oferecer as garantias de segurança necessárias para a estabilidade em toda a região”, afirmou o presidente francês em declarações antes da reunião do Conselho de Segurança da França, nas quais aplaudiu o acordo e pediu que “nos próximos dias e semanas” ele seja “plenamente” respeitado em toda a região.
De qualquer forma, ele ressaltou que é “uma notícia muito boa” que, nas primeiras horas após o acordo, este esteja sendo respeitado e ambas as partes tenham cessado os ataques, colocando assim uma pausa na guerra iniciada no último dia 28 de fevereiro, após a ofensiva surpresa dos Estados Unidos e de Israel contra Teerã.
Esse passo permitirá que sejam realizadas negociações, destacou Macron, ressaltando que essa é a posição da França desde o início.
SITUAÇÃO NO ESTREITO DE ORMUZ E NO LÍBANO
Em relação à situação no Estreito de Ormuz, aspecto-chave do pacto alcançado por Washington e Teerã, Macron avaliou que o Irã “está disposto” a “desbloqueá-lo”. “É uma boa notícia, e há várias semanas que trabalhamos para mobilizar nossos parceiros na Ásia, na Europa e na região”, indicou, destacando o trabalho da França junto a um grupo de aliados para o planejamento de uma eventual missão “estritamente defensiva” e “em coordenação com o Irã” para facilitar o trânsito.
Sobre o Líbano, país que sofre uma ofensiva por parte de Israel no contexto do conflito no Oriente Médio, o líder francês destacou que o país atravessa uma situação “delicada” e exigiu que o acordo alcançado em nível geral se estenda também ao Líbano, algo que considera “indispensável”.
“Tanto os ataques quanto a ocupação do sul do Líbano por parte de Israel não podem ser uma resposta a longo prazo, sabemos disso. Por isso, neste contexto, nosso desejo é garantir que o cessar-fogo inclua plenamente o Líbano”, afirmou. Da mesma forma, pediu a reativação do mecanismo de coordenação que existe há vários meses para supervisionar, juntamente com os Estados Unidos, o cessar-fogo no Líbano.
Macron insistiu em apoiar as Forças Armadas libanesas para que recuperem “plenamente” o controle de seu território e lutem eficazmente contra o partido-milícia xiita Hezbollah.
Ele também destacou a necessidade de incluir o Iraque no acordo, “onde a situação continua muito instável devido à ação de milícias pró-iranianas”. “O Iraque também deve estar incluído no cessar-fogo, e é importante poder construir, em colaboração com o primeiro-ministro e as autoridades iraquianas, soluções de paz duradouras”, resumiu.
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