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MADRID 12 fev. (EUROPA PRESS) -
O presidente da França, Emmanuel Macron, advertiu que a solução para a crise na Faixa de Gaza não passa por "uma operação imobiliária", mas sim por um processo político que leve em conta que "não é uma terra vazia", como reconhecem os tratados internacionais.
Nesse sentido, ele lembrou que os palestinos que vivem nesse enclave mantêm seu "direito legítimo". "Não se pode dizer a dois milhões de pessoas para irem embora", disse o presidente francês em uma entrevista à CNN, na qual evitou aludir expressamente aos planos lançados por seu homólogo norte-americano, Donald Trump.
Portanto, ele pediu "respeito" à vontade dos palestinos de tentar obter um Estado e às posições de outros "países soberanos", como a Jordânia e o Egito, que rejeitaram um possível deslocamento forçado de Gaza, para proteger suas fronteiras e garantir sua segurança.
Macron pediu que não houvesse "desrespeito" e que, em vez disso, fosse adotada uma abordagem "coletiva" que pudesse envolver os líderes dos países árabes e também da Europa e até mesmo dos Estados Unidos para discutir, entre outras coisas, "o dia seguinte em Gaza", questões como o controle político da Faixa, garantias de segurança e reconstrução.
O presidente francês alertou sobre a crise humanitária na Faixa de Gaza e, embora tenha usado a entrevista para condenar os ataques de 7 de outubro de 2023 e apoiar o direito de Israel de existir, ele também repetiu suas críticas aos bombardeios israelenses: "Não acredito que essas operações maciças, que às vezes atingem civis, sejam a resposta".
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