Publicado 12/06/2025 06:52

Macron elogia o "horizonte de paz" de Abbas para a solução de dois Estados: "O momento é decisivo".

Israel pede à França que abrigue um Estado palestino em seu "vasto território".

9 de junho de 2025, Nice, França, França: O Presidente da França, EMMANUEL MACRON, discursa na abertura da Terceira Conferência das Nações Unidas sobre os Oceanos (UNOC3) em Nice, co-organizada pela França e Costa Rica. A conferência se concentra na saúde
Europa Press/Contacto/Bianca Otero

MADRID, 12 jun. (EUROPA PRESS) -

O presidente da França, Emmanuel Macron, aplaudiu nesta quarta-feira a "carta de esperança, coragem e clareza" enviada esta semana pelo presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, pois vê nela um "horizonte de paz" fundamental para a solução de dois Estados entre israelenses e palestinos.

"O momento é decisivo", disse ele, referindo-se a uma carta enviada por Abbas à França e à Arábia Saudita, co-patrocinadores da reunião da ONU na próxima semana para discutir o possível progresso em direção a um Estado palestino.

O presidente francês aplaudiu em sua conta na rede social X o fato de Abbas condenar o terrorismo, pedir a libertação de reféns e a "desmilitarização" do Hamas, além de propor reformas e eleições, com vistas a uma paz "justa e duradoura" para toda a região.

"Ela expressa o apoio do povo palestino à solução de dois Estados. Dois povos, dois Estados", enfatizou Macron, que vê na carta compromissos concretos e sem precedentes" que credenciam "uma vontade real de avançar" na resolução do conflito.

Do lado israelense, por outro lado, o ministro das Relações Exteriores, Gideon Saar, expressou sua surpresa com a visão de Macron de uma "carta orquestrada" "cheia de slogans vazios". Nesse sentido, ele lamentou que Abbas agora recorra a uma linguagem "fraca", e não o faça "nem mesmo oralmente", para condenar os ataques de 7 de outubro de 2023.

"Uma piada triste", disse Saar, questionando o compromisso de Abbas com a luta contra o terrorismo, com base no fato de que ele não faz "absolutamente nada" para combatê-lo na Cisjordânia. Ele também questionou se algum dia ele controlaria Gaza, de onde "fugiu" em 2007, caso o Hamas se desarmasse, já que "não consegue nem manter o controle nos territórios da Autoridade Palestina".

O ESTADO PALESTINO

Nas últimas semanas, Macron tem se mostrado "determinado" a reconhecer o Estado palestino, mas ainda não confirmou que tomará essa medida para coincidir com a conferência da ONU. A França, antes relutante em reconhecer sem negociações, deu a entender que está buscando algum tipo de ação combinada.

O governo israelense mais uma vez atacou o inquilino do Eliseu por causa desse gesto em potencial. "Macron está entusiasmado e vê 'esperança', o que exatamente?", disse Saar, que pediu à França que dê as boas-vindas a um Estado palestino em seu "vasto território" "se Macron estiver disposto a isso".

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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