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MADRID 18 set. (EUROPA PRESS) -
O presidente da França, Emmanuel Macron, confirmou que ordenou, nesta sexta-feira, um plano para proteger a França de ataques contra infraestruturas críticas em solo francês, em meio à crescente “agressividade” da Rússia, que “multiplicou os ataques contra os interesses europeus”.
Conforme ele destacou, na reunião do comitê de segurança com o ministro do Interior, Laurent Nuñez, ele solicitou ao governo que “elaborasse um plano para proteger as infraestruturas críticas”, bem como “os locais mais sensíveis da base industrial e tecnológica de Defesa, contra ataques com drones e ataques cibernéticos”.
Essa medida vem após ele ter destacado que os ataques híbridos por parte da Rússia vêm aumentando nos últimos meses. “Desde este verão, a Rússia multiplicou os ataques contra os interesses europeus. Quero dizer aqui que a natureza da agressividade russa e de suas ameaças na Europa está mudando”, afirmou, após citar como exemplo o incidente no aeroporto de Leipzig, que as autoridades alemãs atribuíram a uma tentativa de ataque russo.
Macron enfatizou que o país também continua trabalhando para aprimorar a resposta às interferências estrangeiras e aos ataques cibernéticos. “A França foi um dos primeiros países da Europa a se organizar nessa área, criando a Viginum há já cinco anos, desenvolvendo seus métodos e ajudando a Romênia ou a Moldávia, para citar apenas alguns exemplos, quando foram alvo de ataques”, explicou.
Essa medida ocorre em paralelo aos planos confirmados por Nuñez de que se trabalhará em todos os níveis, tanto regionais quanto locais, para se preparar contra “ameaças híbridas”.
Esse é o principal resultado da reunião do comitê de segurança realizada nesta quinta-feira na França, após a qual Nuñez fez um apelo para “fechar fileiras” em toda a administração francesa. “O aumento das ameaças híbridas em toda a Europa — ataques cibernéticos, danos às nossas infraestruturas críticas, atos de desestabilização, campanhas de desinformação — nos obriga a fechar fileiras”, afirmou.
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