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BRUXELAS 4 maio (EUROPA PRESS) -
O presidente da França, Emmanuel Macron, descartou aderir à nova iniciativa “humanitária” anunciada neste domingo pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para permitir a saída dos navios retidos no estreito de Ormuz, alegando que o quadro da operação é “pouco claro” e que seu país e o Reino Unido já estão coordenando uma missão naval juntamente com outros 30 países.
Foi o que afirmou o presidente francês em declarações à imprensa ao chegar à cúpula de líderes da Comunidade Política Europeia (CPE), realizada nesta segunda-feira na capital da Armênia, Yerevan, onde defendeu que o encontro demonstra que os europeus estão construindo suas “próprias soluções de segurança”.
“Se os Estados Unidos estão dispostos a reabrir Ormuz, ótimo. É o que pedimos desde o início. Mas não vamos participar de nenhuma operação de força que se insira num quadro que, na minha opinião, me parece pouco claro”, assinalou.
Macron lembrou que os países europeus estão coordenando uma missão 'ad hoc' para garantir a liberdade de navegação no estreito de Ormuz, cujo planejamento militar está sendo conduzido em Londres. No entanto, ele expressou seu desejo de que haja “uma reabertura acordada entre o Irã e os Estados Unidos”.
“É a única solução que permite reabrir de forma duradoura o Estreito de Ormuz, garantir a livre navegação e fazê-lo sem restrições e sem pedágios”, prosseguiu o presidente francês.
Macron também voltou a pedir que o cessar-fogo no Líbano “seja respeitado”, já que nas últimas horas “houve várias dezenas de mortos a mais”. “É essencial que o cessar-fogo seja respeitado. É o compromisso que as partes assumiram, e digo isso pela soberania, pela independência do Líbano e pela proteção da população civil”, concluiu.
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