Julien Mattia / Zuma Press / Europa Press / Contac
BRUXELAS, 5 jun. (EUROPA PRESS) -
O presidente da França, Emmanuel Macron, manifestou seu apoio à proposta do presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, de manter negociações diretas com seu homólogo russo, Vladimir Putin, para negociar o fim da guerra na Ucrânia, alegando que “chegou a hora”, dada a evolução do conflito na frente de batalha.
“Chegou a hora, tendo em conta a evolução da situação”, respondeu o mandatário francês em declarações à imprensa ao ser questionado sobre a proposta de Zelenski a Putin, à sua chegada à cúpula entre a União Europeia e os países dos Balcãs, que ocorre nesta sexta-feira em Montenegro.
Macron destacou que “são a Ucrânia e a Rússia que podem construir tanto um cessar-fogo quanto um plano de paz”, ao mesmo tempo em que reivindicou um papel de liderança para os europeus nesse processo, por serem “de longe os principais contribuintes para o esforço de guerra ucraniano”.
“São os europeus que, em determinado momento, devem sentar-se à mesa de discussões para um plano de paz”, acrescentou, referindo-se ao que descreveu como uma “arquitetura de paz e segurança para os europeus, tendo em conta a geografia”.
Ele também lembrou que, há seis meses, muitos diziam que a Ucrânia “iria desmoronar”, que “não iria sobreviver ao inverno” e que “era preciso apressar-se a aceitar o inaceitável”. “Os ucranianos, com força e coragem, demonstraram mais uma vez que estavam errados. Agora cabe a nós também saber como construir uma paz duradoura”, acrescentou.
REUNIÃO DA COALIZÃO DE VOLUNTÁRIOS EM 14 DE JULHO
Nesse contexto, o presidente francês anunciou que convidou todos os países membros da Coalizão de Voluntários da Ucrânia para uma reunião em Paris nos próximos dias 13 e 14 de julho, coincidindo com as comemorações do Dia da Bastilha, para “estruturar” o apoio à Ucrânia.
Esses cerca de trinta países que apoiam a Ucrânia em sua defesa de longo prazo contra a agressão da Rússia se reuniram pela última vez em 24 de fevereiro, coincidindo com o quarto aniversário da invasão russa da Ucrânia. Na ocasião, eles acolheram com satisfação os esforços contínuos dos Estados Unidos nas negociações de paz e solicitaram que “todas as partes relevantes” fossem envolvidas “quando seus interesses estivessem em jogo”.
No debate sobre garantias de segurança para a Ucrânia e como construir “uma paz duradoura”, Macron rejeitou a possibilidade de se voltar a considerar a cessão de todo o Donbass à Rússia, classificando-a como uma proposta que “nunca existiu para os ucranianos nem para os europeus” e que “hoje já não deve existir, tendo em conta a realidade no terreno”.
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