MADRID 2 abr. (EUROPA PRESS) -
O presidente da França, Emmanuel Macron, defendeu nesta quarta-feira a "independência" do sistema judiciário francês após a condenação imposta por um tribunal de Paris contra a líder do partido de extrema-direita Rally Nacional, Marine Le Pen, por desvio de dinheiro.
O presidente, que não havia se pronunciado sobre o assunto até agora, indicou que o judiciário "deve ser protegido" contra qualquer ataque depois que a própria Le Pen acusou o sistema judiciário francês de "lançar uma bomba nuclear" com sua decisão judicial, que envolve sua desqualificação por um período de cinco anos.
Essa "ferramenta poderosa", de acordo com a política francesa, foi usada exclusivamente contra ela, dada a "proximidade da vitória de seu partido" nas eleições presidenciais programadas para 2027, conforme declarou.
No entanto, Macron declarou que "todos aqueles que buscam justiça têm o direito de apelar das sentenças" impostas contra ele, de acordo com informações coletadas pelo jornal 'Le Figaro'. Esse possível recurso, de fato, poderia deixar a porta aberta para a participação de Le Pen nas eleições.
A própria Le Pen já garantiu que "usará todos os meios à sua disposição para que os franceses possam votar livremente em seus futuros líderes". "A justiça e a verdade devem prevalecer", disse Le Pen, que foi condenada a quatro anos de prisão - dois anos na prisão e dois com uma pulseira eletrônica - na terça-feira.
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