Europa Press/Contacto/PRESIDENT OF UKRAINE
MADRID 8 jan. (EUROPA PRESS) - O presidente francês, Emmanuel Macron, defendeu nesta quinta-feira que a Europa opte por continuar desenvolvendo sua defesa e não ceda à “vassalagem” diante de outros atores, nem se torne apenas uma “potência moral” sem capacidade de ação em meio a uma ordem mundial mais conflituosa.
“Temos que assumir plenamente nossa ambição diplomática, que deve consistir em defender nossos interesses, nossa influência, e não ceder nada à vassalagem nem, de forma alguma, à ideia de que devemos nos tornar uma potência moral impotente”, afirmou em seu discurso na Convenção Anual de Embaixadores em Paris.
Perante os representantes diplomáticos franceses no mundo, o presidente francês pediu que se assumisse o “momento difícil” que atravessa a ordem mundial, com cada vez menos regras e em que procura impor-se “a lei do mais forte”.
Por outro lado, ele destacou que o continente é “muito mais forte do que muitos acreditam”, por isso insistiu em reforçar a unidade dos europeus e contar com “uma lógica de poder mais clara para a França e para a Europa”. “É assumir a defesa completa de nossos interesses, é continuar defendendo nossa influência onde quer que o multilateralismo efetivo possa ser defendido e assumir essa luta”, indicou.
Por tudo isso, Macron insistiu em continuar com o processo de rearmamento da Europa e desenvolver a indústria de armamento europeia, afirmando que é hora de “pensar em europeu” e menos em “francês”. “A Europa da Defesa deve ser uma terra de conquista e de criação de valor”, afirmou.
DEFENDE A COALIZÃO DE VOLUNTÁRIOS COMO NOVA ALIANÇA DE DEFESA
O presidente da França defendeu o papel dos países europeus e do Canadá no apoio à Ucrânia, depois que os Estados Unidos cortaram drasticamente sua assistência a Kiev no ano passado. Nesse sentido, ele citou como exemplo de nova aliança internacional a Coalizão de Voluntários, que dará garantias vinculativas de segurança à Ucrânia no contexto pós-guerra.
“Acompanhamos os esforços diplomáticos dos Estados Unidos, e saúdo esses esforços e o que a diplomacia americana faz, mas conseguimos que esses esforços fossem reorientados e que nossos interesses fossem levados em conta”, defendeu, sobre o papel dos parceiros europeus para influenciar a abordagem americana em relação a Kiev, mais inclinada às posições russas.
“Não pode ser a capitulação da Ucrânia”, resumiu sobre o fim da guerra lançada pela Rússia contra o país vizinho. Neste ponto, ele enfatizou que nenhum acordo pode “sacrificar os interesses europeus”, pelo que o fórum liderado pela França e pelo Reino Unido “leva em conta” esses interesses e representa uma “verdadeira revolução estratégica” no apoio coordenado ao Exército ucraniano.
Segundo o chefe de Estado francês, este fórum criado para coordenar o apoio militar à Ucrânia representa a “consolidação” de uma aliança “muito relevante em matéria estratégica e de defesa”. “Fez com que a nossa segurança e defesa não dependessem apenas da OTAN e estabeleceu uma parceria estratégica e de defesa para a França e os europeus”, explicou, em pleno clima de tensão com os Estados Unidos devido às ameaças à Groenlândia, território autônomo dependente da Dinamarca, parceira da União Europeia e da OTAN.
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