Europa Press/Contacto/Lionel Urman
MADRID 3 fev. (EUROPA PRESS) - O presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou nesta terça-feira, em meio às tensões entre os Estados Unidos e o Irã e diante das ameaças do presidente norte-americano, Donald Trump, de lançar um ataque se Teerã não se sentar para negociar o acordo nuclear, que “são os povos que mudam seus governos”.
“A responsabilidade do Irã hoje é respeitar seu povo diante da revolução que ainda continua e da terrível repressão que temos visto”, afirmou o líder francês em declarações à imprensa em uma exploração agrícola no departamento de Alto Saona, no leste da França.
Assim sendo, ele garantiu que se trata de a República Islâmica “respeitar seu povo, libertar os presos políticos e retomar as discussões sobre a questão nuclear e sobre a estabilidade regional”. De todo modo, Macron insistiu, diante dos tambores de guerra na região, que as mudanças de sistema “não são decretadas a partir de um microfone pelo presidente da República Francesa”. “Acredito na soberania dos povos e, portanto, são os povos que mudam seu governo”, afirmou, distanciando-se da estratégia de Trump de exercer pressão máxima sobre Teerã para promover a queda do regime. PRESENÇA FRANCESA NA REGIÃO
Em relação às repercussões da crise no Irã para as tropas francesas que se encontram no Golfo Pérsico, Macron indicou que o país continua “muito atento à situação” e sempre prioriza a segurança de seus militares. A presença militar permanente em Abu Dhabi contribui para a luta contra o terrorismo e para treinar os exércitos dos países da região, argumentou.
“Os exércitos franceses, onde quer que estejam, encontram-se nas situações de segurança mais reforçadas. É isso que avaliamos com vários de nossos aliados e parceiros nos últimos dias. E tomamos todas as providências para que aqueles que estão lá destacados estejam em condições ótimas de segurança”, enfatizou.
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