Europa Press/Contacto/Stefano Lorusso
MADRID 21 out. (EUROPA PRESS) -
O presidente francês, Emmanuel Macron, considerou as diferenças de opinião sobre a execução provisória de sentenças como um "debate legítimo em uma democracia", após críticas a casos como a prisão do ex-presidente Nicolas Sarkozy ou a desqualificação da política de extrema direita Marine Le Pen.
"Todos querem recursos, mas é um debate que deve ser conduzido com calma e independentemente de casos específicos", disse Macron na terça-feira, durante uma aparição na mídia na Eslovênia, na qual ele pediu "serenidade".
Macron, que recebeu Sarkozy na última sexta-feira no Eliseu, disse agora que não cabe a ele "comentar ou criticar" decisões judiciais, já que o chefe de Estado é, por sua vez, "garantidor do bom funcionamento das instituições", além do fato de que ele considera "normal" que possa "suscitar comentários" que um ex-presidente deva ir para a prisão.
"Devemos distinguir entre emoção (...) e o bom funcionamento da justiça", disse o atual presidente, que no dia anterior justificou sua reunião com Sarkozy apelando para o aspecto "humano" do caso.
Sarkozy, no entanto, entrou na prisão na terça-feira em meio a apelos em favor de sua inocência e contra o "escândalo judicial" do qual ele disse ser vítima. Ele foi condenado a cinco anos de prisão por associação ilícita em conexão com fundos recebidos por sua campanha de 2007 do regime de Muammar Gaddafi, da Líbia.
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