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MADRID 9 abr. (EUROPA PRESS) -
O presidente francês, Emmanuel Macron, condenou nesta quarta-feira “os ataques indiscriminados de Israel” que causaram mais de 250 mortos e 1.100 feridos no Líbano, país ao qual expressou “total solidariedade” da França, reivindicando também sua inclusão no cessar-fogo acordado na véspera pelos Estados Unidos e pelo Irã com a mediação do Paquistão, que incluiu o Líbano no compromisso, embora, posteriormente, tanto a Casa Branca quanto Israel tenham contestado Islamabad, alegando que o país não está incluído nessa trégua.
“Acabo de falar com o presidente libanês, Joseph Aoun, e com o primeiro-ministro, Nawaf Salam. Expressei a eles a total solidariedade da França diante dos ataques indiscriminados de Israel perpetrados hoje no Líbano, que causaram inúmeras vítimas civis. Nós os condenamos nos termos mais veementes”, declarou Macron em uma publicação nas redes sociais.
Em seu comunicado, o presidente francês alertou que “esses ataques ameaçam diretamente a sustentabilidade do cessar-fogo recentemente concluído”, do qual “o Líbano deve, sem dúvida, continuar a fazer parte”.
“Reiterei a necessidade de preservar a integridade territorial do Líbano”, acrescentou ele, antes de manifestar também “a firme determinação da França em apoiar os esforços das autoridades libanesas para defender a soberania do país e implementar o plano de desarmamento do (partido-milícia xiita libanês) Hezbollah", contra quem Israel afirma direcionar seus ataques, apesar de ter iniciado uma invasão do sul do país e de ter aludido a planos para destruir todas as casas em aldeias libanesas próximas à fronteira, seguindo o "modelo de Gaza", nas palavras de seu ministro da Defesa, Israel Katz.
Do Líbano, nem a Presidência nem o próprio Aoun se pronunciaram sobre a ligação, enquanto o gabinete do primeiro-ministro Al Sudani confirmou nas redes sociais a conversa com o líder francês em uma breve publicação na qual não divulgou declarações de Nawaf Salam.
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