Publicado 14/05/2026 09:49

Macron condena a maior onda de ataques contra a Ucrânia e critica a "hipocrisia" da Rússia em relação à sua última trégua

8 de maio de 2026, Paris, Île-de-France (Região, França): O presidente da República e comandante-chefe das Forças Armadas, Emmanuel Macron, durante a cerimônia comemorativa do 81º aniversário da Vitória de 8 de maio de 1945, em Paris.
Europa Press/Contacto/Julien Mattia

MADRID 14 maio (EUROPA PRESS) -

O presidente da França, Emmanuel Macron, denunciou nesta quinta-feira a maior onda de ataques da Rússia contra a Ucrânia, que deixou pelo menos cinco mortos, após o lançamento de mais de quinhentos drones e mísseis, insistindo na “hipocrisia” de Moscou em relação à última trégua de dois dias anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

“Ao lançar um novo ataque maciço com drones e mísseis contra as cidades e os civis ucranianos — o maior dos últimos quatro anos —, a Rússia agrava ainda mais o crime de sua agressão”, afirmou o mandatário francês em uma mensagem nas redes sociais, na qual critica Moscou por sua "hipocrisia" ao negociar uma "trégua frágil" seguida por amplos ataques aéreos contra o país vizinho.

De qualquer forma, o presidente francês insistiu que os ataques contra civis evidenciam a "fraqueza" do Kremlin. "Ele está sem soluções no campo militar e não sabe como encerrar sua guerra de agressão", afirmou.

Nesse sentido, Macron ressaltou que a França continua ao lado de Kiev e do povo ucraniano e “continuará se mobilizando para obter um cessar-fogo e alcançar uma paz justa e duradoura para a Ucrânia”, enfatizando que estão em jogo tanto a segurança do país quanto a da Europa.

Pelo menos sete pessoas morreram e mais de 40 ficaram feridas nesta quinta-feira devido aos amplos ataques executados pelo Exército da Rússia contra a capital da Ucrânia, Kiev, numa noite em que as forças russas lançaram 675 drones e mais de 50 mísseis contra o país, em uma das ondas mais intensas dos últimos meses, no contexto da invasão desencadeada em fevereiro de 2022.

O presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, condenou os ataques e pediu uma “resposta justa” à ofensiva do Exército russo. “A pressão sobre Moscou deve ser tal que lá sintam as consequências de seu terror. É importante que as sanções globais contra a Rússia permaneçam em vigor”, afirmou.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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