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MADRID 11 set. (EUROPA PRESS) -
Em uma conversa com o emir do Catar, xeque Tamim bin Hamad al-Thani, o presidente francês Emmanuel Macron condenou na quarta-feira o ataque de Israel no dia anterior a uma delegação de negociação do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) na capital, Doha, em um telefonema no qual também expressou seu desejo de retomar as negociações entre Israel e o Hamas, nas quais o Catar está atuando como mediador.
"Esses ataques são inaceitáveis. Eu os condeno", disse o líder francês em uma conversa que tornou pública por meio da rede social X, na qual ele também expressou ao emir do Catar seu "desejo de que as negociações para a libertação de todos os reféns ainda mantidos pelo Hamas, bem como para a implementação de um cessar-fogo, sejam retomadas sem demora".
Nesse sentido, ele elogiou os "esforços constantes" da mediação do Catar para manter as negociações em andamento, ao mesmo tempo em que reafirmou "o compromisso da França com a soberania e a segurança do Catar".
Ele também reiterou que o "estado permanente de guerra em Gaza não pode continuar" e enfatizou seu apoio à solução de "dois povos, dois estados" com "paz e segurança para todos", uma solução que a França defenderá na próxima Assembleia Geral das Nações Unidas a ser realizada em Nova York em 22 de setembro.
O diálogo entre os dois líderes ocorreu poucas horas depois que o primeiro-ministro do Catar, Mohamed bin Abdulraman al-Thani, disse que o ataque de Israel em Doha "matou qualquer esperança" para os reféns mantidos em cativeiro na Faixa de Gaza desde outubro de 2023, em uma entrevista à CNN na qual ele acusou seu colega israelense, Benjamin Netanyahu, de "tentar minar qualquer chance de estabilidade, qualquer chance de paz".
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