MADRID, 28 mar. (EUROPA PRESS) -
O presidente da Frana, Emmanuel Macron, qualificou nesta sexta-feira como "inaceitável" o ataque realizado durante o dia por Israel contra a capital libanesa, Beirute, e destacou que se trata de "uma violao do cessar-fogo" acordado em novembro de 2024 que "significa fazer o jogo" da milícia xiita Hezbollah, apoiada pelo Ir.
"Os ataques israelenses ao Líbano so inaceitáveis", disse ele durante uma coletiva de imprensa conjunta em Paris com seu colega libans, Joseph Aoun, Ele enfatizou que as tenses "em ambos os lados da Linha Azul" desde o início do dia - em referncia ao disparo anterior de projéteis contra Israel - "marcam um ponto de virada" e representam "uma situao profundamente ineficaz e injusta", razo pela qual ele enfatizou que a Frana "permanecerá ao lado do Líbano" para "preservar a soberania" e "garantir totalmente a segurana" do país.
Ele enfatizou que "a Frana permanecerá resolutamente ao lado do Líbano, continuando seu compromisso com os Estados Unidos e as Naes Unidas para implementar o cessar-fogo acordado com Israel em 26 de novembro", destacando o "progresso real feito nos últimos meses", incluindo o fato de que "o exército libans recuperou quase todo o sul do Líbano" e o progresso feito no "desarmamento do Hezbollah".
Ele insistiu que "a dinmica deve continuar e cada uma das partes deve respeitar seus compromissos e no colocar em risco o progresso alcanado", antes de enfatizar que "o exército israelense deve se retirar o mais rápido possível dos cinco postos que continua ocupando no território libans para permitir que o exército libans se posicione e a populao civil volte para suas casas".
"Gostaríamos de reiterar que no deve haver aes unilaterais por parte do Hezbollah que violem o cessar-fogo", enfatizou, antes de insistir que "as partes devem honrar e respeitar suas obrigaes para no prejudicar os ganhos obtidos" e que "as foras israelenses devem se retirar dos cinco pontos no sul do Líbano (onde mantm presena) e os moradores devem ter permisso para voltar para suas casas".
A esse respeito, Macron enfatizou que "o Líbano sofre hoje as consequncias de uma situao regional instável" e expressou seu apoio aos esforos das novas autoridades libanesas para "restaurar a soberania total do Líbano e empreender a reconstruo que os libaneses esperam", após os graves danos sofridos pelo país como resultado da ofensiva militar de Israel.
Anteriormente, Aoun havia denunciado o bombardeio israelense em Beirute como uma violao do cessar-fogo e argumentou que "a comunidade internacional deve interromper esses ataques e forar Israel a cumprir o acordo, assim como o Líbano está comprometido com ele", logo após dizer que estava acompanhando "minuto a minuto" a escalada das tenses nas últimas horas.
O exército israelense atacou um prédio no bairro de Hadaz com drones, alegando que o alvo era "uma infraestrutura" dedicada ao "armazenamento de drones usados pela unidade aérea da organizao terrorista Hezbollah", no primeiro incidente desse tipo desde que o cessar-fogo entrou em vigor. O governo israelense enfatizou que o lanamento do míssil desta manh foi "uma violao flagrante dos acordos entre Israel e Líbano e uma ameaa direta aos cidados do Estado de Israel".
No início do dia, o exército israelense confirmou o bombardeio de "alvos do Hezbollah" no sul do Líbano em resposta ao bombardeio, embora o grupo tenha se desassociado dos disparos e enfatizado que "está comprometido com o cessar-fogo" que está em vigor desde 27 de novembro. O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, disse que "se no houver paz em Kiryat Shmona e nas comunidades da Galileia, no haverá paz em Beirute".
As partes chegaram a um acordo de cessar-fogo que também exigia que Israel e o Hezbollah retirassem suas foras do sul do Líbano. No entanto, o exército israelense no se retirou completamente e manteve cinco postos no vizinho Líbano. Além disso, o exército israelense realizou vários bombardeios nas semanas seguintes ao cessar-fogo, argumentando que está agindo contra as atividades do Hezbollah e, portanto, no viola o cessar-fogo, embora Beirute e o Hezbollah tenham criticado essas aes.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático