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MADRID 20 ago. (EUROPA PRESS) -
O presidente francês, Emmanuel Macron, enfatizou nesta quarta-feira diante de seu homólogo brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, que a França só assinará o acordo de livre comércio entre a UE e o Mercosul se entender que ele "protege os interesses" do setor agrícola francês e europeu, apesar de o presidente brasileiro não ceder em sua determinação de exigir um passo final este ano.
Lula reiterou seu desejo de concluir o diálogo e assinar o acordo neste semestre, coincidindo com a presidência do Brasil no bloco sul-americano, como ele mesmo explicou em uma mensagem publicada nas redes sociais ao final de uma ligação telefônica com Macron.
No entanto, o presidente francês não deu sinais de abrandar sua atual reticência, em virtude da qual o processo de negociação do acordo anunciado em dezembro de 2024 pela Comissão Europeia e os países fundadores do Mercosul - Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai - permanece paralisado, após mais de duas décadas de negociações.
A aprovação final requer o "sim" da UE-27 - a unanimidade não é necessária - embora ainda nem tenha chegado à mesa do Conselho porque o executivo da UE deve apresentar os textos legais finais, e Macron continua liderando o campo do "não".
Durante o telefonema, os presidentes do Brasil e da França também aproveitaram a oportunidade para discutir outras questões internacionais atuais, incluindo a guerra na Ucrânia. Ambos concordam com a importância do multilateralismo, com o objetivo de alcançar, de acordo com Macron, "uma paz justa e duradoura" que também inclua "sólidas garantias de segurança" para a Ucrânia e a Europa.
Lula também reiterou seu descontentamento com as tarifas "injustificadas" impostas ao Brasil pelos Estados Unidos e informou seu colega francês sobre as medidas adotadas em resposta, incluindo o apelo à Organização Mundial do Comércio (OMC).
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