Julien Mattia/Le Pictorium via Z / DPA - Arquivo
MADRID, 13 abr. (EUROPA PRESS) -
O presidente da França, Emmanuel Macron, anunciou nesta segunda-feira que organizará “nos próximos dias” uma cúpula em conjunto com o Reino Unido para discutir uma possível “missão pacífica multinacional” com o objetivo de garantir a liberdade de navegação no estreito de Ormuz, afetado pelo conflito no Oriente Médio, horas depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter anunciado um bloqueio à via após o fracasso das negociações com o Irã no Paquistão.
“No que diz respeito ao Estreito de Ormuz, organizaremos nos próximos dias, em conjunto com o Reino Unido, uma conferência com os países dispostos a contribuir conosco para uma missão pacífica multinacional destinada a restaurar a liberdade de navegação no estreito”, afirmou ele por meio de uma mensagem nas redes sociais.
Assim, ele ressaltou que se trataria de uma missão “estritamente defensiva” e “separada das partes em conflito”, ao mesmo tempo em que explicou que “seria mobilizada assim que as circunstâncias o permitissem”, sem fornecer mais detalhes sobre datas ou possíveis participantes dessa missão.
Macron acrescentou ainda que “não devem ser poupados esforços para alcançar rapidamente, por meios diplomáticos, um acordo firme e duradouro no Oriente Médio”. “Tal acordo deve proporcionar à região um quadro sólido que permita a todos viver em paz e segurança”, argumentou.
“Para tal, todas as questões fundamentais devem ser abordadas por meio de soluções duradouras, seja no que diz respeito às atividades nucleares e balísticas do Irã, suas ações desestabilizadoras na região, e a necessidade de restabelecer o mais rapidamente possível a navegação livre e ininterrupta pelo estreito de Ormuz, bem como a necessidade de garantir que o Líbano retorne ao caminho da paz, no pleno respeito à sua soberania e integridade territorial”, explicou.
Nesse sentido, o presidente francês enfatizou que Paris “está pronta para desempenhar plenamente seu papel, como tem procurado fazer de forma consistente desde o primeiro dia do conflito”, desencadeado pela ofensiva lançada de surpresa em 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã, em meio às negociações entre Washington e Teerã para tentar chegar a um novo acordo nuclear.
O fracasso das negociações em Islamabad foi seguido por um anúncio de Trump sobre um bloqueio ao estreito de Ormuz, incluindo ameaças de interceptar “em águas internacionais” qualquer navio que tenha pago ao Irã para atravessar essa passagem estratégica, uma postura duramente criticada por Teerã.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático