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MADRID 18 mar. (EUROPA PRESS) -
O presidente da França, Emmanuel Macron, anunciou nesta terça-feira a decisão de "aumentar e acelerar" os pedidos de aviões de combate Rafale, um tipo de caça fabricado pela empresa francesa Dassault, que em sua nova versão será equipado com mísseis nucleares hipersônicos, tudo isso em um momento em que o debate em nível europeu gira em torno do aumento dos gastos com defesa, tendo como pano de fundo a invasão russa na Ucrânia.
"O mundo em que vivemos está cada vez mais perigoso e incerto", disse Macron da base aérea de Luxeuil-Saint Sauveur, no departamento oriental de Haute-Saône, onde anunciou que a instalação também receberá um investimento de 1,5 bilhão de euros para modernizar e acomodar esses novos esquadrões de caças Rafale.
O objetivo é que as forças armadas francesas tenham esse equipamento, "um símbolo da renovação da modernização da dissuasão nuclear francesa", nos próximos dez anos. Macron garantiu que Paris tomará "decisões importantes" para as forças armadas francesas "nas próximas semanas" para enfrentar a atual "mudança" geopolítica.
"A partir de hoje, aviões Mirage estão voando para a Ucrânia e pilotos ucranianos estão treinando (...) Continuaremos apoiando a Ucrânia diante da guerra de agressão", afirmou Macron durante seu discurso, no qual aproveitou para lembrar que na França se sabe "o que significa ser ocupado", em alusão à invasão nazista durante a Segunda Guerra Mundial, segundo o jornal francês 'Le Monde'.
Finalmente, o chefe de Estado francês destacou o fato de que seu país "não esperou" pela invasão russa da Ucrânia em fevereiro de 2022 para reforçar suas capacidades militares, razão pela qual ele considera seu exército o "mais eficiente" da Europa. "Nosso país e nosso continente terão que avançar, se equipar e se preparar se quisermos evitar a guerra. Essa é a escolha que fizemos e continuaremos a fazer", reiterou.
Essas declarações de Macron ocorrem em um momento em que o debate em nível europeu - e também dentro da OTAN - gira em torno dos gastos que os Estados têm com a defesa, ainda mais depois das exigências do presidente dos EUA, Donald Trump, a esse respeito.
A França é um dos países que defende o reforço de sua defesa e até mesmo o envio de tropas de paz para a Ucrânia para garantir a segurança do continente, uma vez que um acordo de paz patrocinado pelos EUA entre a Rússia e a Ucrânia seja alcançado, o que Trump e seu homólogo russo, Vladimir Putin, discutirão na terça-feira.
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