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Ele enfatiza que a França “agirá em total solidariedade” com Copenhague diante das repetidas exigências e ameaças de Trump MADRID 14 jan. (EUROPA PRESS) -
O presidente da França, Emmanuel Macron, alertou nesta quarta-feira que uma violação da soberania da Dinamarca teria “consequências em cascata” que seriam “inéditas”, em meio às exigências e ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para conseguir a anexação da Groenlândia.
“Não subestimamos as declarações sobre a Groenlândia”, disse Macron durante uma reunião do Conselho de Ministros, segundo revelou a porta-voz do governo francês, Maud Bregeon. “Se a soberania de um país europeu e aliado fosse afetada, as consequências em cascata seriam inéditas”, sublinhou.
Assim, o presidente francês ressaltou que “a França acompanha a situação com a máxima atenção e limitará sua ação à total solidariedade com a Dinamarca e sua soberania”, segundo o jornal Le Figaro, pouco depois de Trump voltar a exigir a anexação da Groenlândia, que descreve como “vital para a ‘Cúpula Dourada’”, um escudo antimísseis semelhante à “Cúpula de Ferro” que Israel possui.
“Os Estados Unidos precisam da Groenlândia como parte de sua segurança nacional”, afirmou Trump em uma mensagem nas redes sociais, onde enfatizou que “a OTAN seria muito mais formidável e eficaz com a Groenlândia nas mãos dos Estados Unidos”, apesar de a ilha ser parte soberana da Dinamarca, já membro da Aliança.
Essas declarações foram feitas poucas horas antes da reunião na Casa Branca entre as delegações da Dinamarca, Groenlândia e Estados Unidos, que contará com a participação do vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, além do secretário de Estado, Marco Rubio.
Pelo lado da Dinamarca, participarão da reunião o ministro das Relações Exteriores, Lars Lokke Rasmussen, e a ministra das Relações Exteriores da Groenlândia, Vivian Motzfeldt. O objetivo do encontro é poder abordar “cara a cara” as pretensões americanas de assumir o controle da ilha ártica, afirmou o chefe da diplomacia dinamarquesa.
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