MADRID 30 jul. (EUROPA PRESS) -
O presidente da França, Emmanuel Macron, reconheceu nesta quarta-feira que a União Europeia não "se fez suficientemente temerosa" após o acordo alcançado entre a presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
"Para ser livre, você precisa ser temido. Não temos sido temidos o suficiente", enfatizou durante um conselho de ministros realizado na quarta-feira, no qual disse que "a Europa ainda não se considera uma potência suficientemente forte" contra os Estados Unidos.
No entanto, o presidente francês enfatizou que o acordo oferece "previsibilidade a curto prazo" e "preserva os interesses franceses e europeus". "É um primeiro passo em um processo de negociação que continuará", disse Macron, de acordo com a France Info.
O primeiro-ministro francês François Bayrou criticou a assinatura do acordo nas mídias sociais, dizendo que a União Europeia - uma "aliança de povos livres que reafirmam seus valores e defendem seus interesses" - havia se "submetido" a Washington após um dia que ele descreveu como "sombrio".
O acordo inclui uma tarifa de 15% sobre os produtos da UE que entram nos EUA. Bruxelas fará compras de energia no valor de US$ 750 bilhões (638 bilhões de euros) de Washington, investimentos no valor de US$ 600 bilhões (510 bilhões de euros) e comprará uma "enorme" quantidade de equipamentos militares dos EUA.
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