Publicado 27/02/2026 13:23

Macron acusa Mélenchon de “anti-semitismo de extrema esquerda” após brincar com o nome de Epstein

MADRID 27 fev. (EUROPA PRESS) - O presidente da França, Emmanuel Macron, criticou nesta sexta-feira o líder do partido La France Insoumise, Jean-Luc Mélenchon, por praticar “anti-semitismo de extrema esquerda”, depois que, durante um comício, ele brincou com a pronúncia do nome do falecido criminoso sexual condenado Jeffrey Epstein.

Em meio à polêmica gerada na França pelas palavras de Mélenchon, que forçou a pronúncia do sobrenome para torná-lo supostamente mais judeu, Macron recuperou uma intervenção sua de 15 dias atrás, na qual apontava precisamente a extrema esquerda por “querer substituir a luta de classes por uma suposta luta de raças, em amalgamas assustadoras”.

Nesse trecho, ele denunciava que suas atitudes contra o povo judeu “competem com as da extrema direita e seus clichês sobre poder e riqueza”.

“Todas essas expressões contemporâneas de antissemitismo se recomponem e se combinam com formas mais antigas e tornam possível a inaceitável banalidade do mal”, afirmava na intervenção que o presidente francês recuperou nesta sexta-feira em meio à polêmica gerada pelas palavras de Mélenchon. IRONIZOU SOBRE A “RUSIFICAÇÃO” DO CASO EPSTEIN

No olho do furacão, o líder esquerdista respondeu que “ironizou” sobre o sobrenome do criminoso sexual, após apontar que a pronúncia mais comum tenta “rusificar” o problema. “A reação daqueles que o consideram antissemita foi terrível. Isso levanta questões sobre suas verdadeiras motivações neste assunto. O antissemitismo reside naqueles que pretendem reduzir tudo a este tema”, enfatizou. Desta forma, Mélenchon respondeu que a controvérsia “usando a luta contra o antissemitismo como ferramenta política” serve para que o Executivo francês não dê explicações sobre os tentáculos do caso no país.

“Você pode explicar por que não diz nada sobre o mérito da minha pergunta no restante da minha declaração? Você se incomoda, afinal, com a lista de governos que não fizeram nada sobre o caso Epstein?”, questionou, reiterando a demanda por uma investigação parlamentar multipartidária para investigar as implicações francesas do caso Epstein.

Entre as numerosas reações políticas à polêmica, o ex-presidente socialista François Hollande indicou que “o uso indevido da linguagem muitas vezes reflete os excessos do pensamento”. “Ao recorrer às alusões mais escabrosas, Jean-Luc Mélenchon caiu na retórica antissemita mais intolerável. Agora, cada um deve tirar suas próprias conclusões”, declarou em uma mensagem nas redes sociais.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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