Publicado 08/01/2026 21:10

Machado vê "um ato de restituição moral" no anúncio da Venezuela sobre a libertação de prisioneiros

Archivo - Arquivo - 9 de janeiro de 2025, Caracas, Miranda, Venezuela: A líder da oposição Maria Corina Machado aparece no comício da oposição convocado por ela, nas ruas de Caracas...Marchas e comícios do governo e da oposição antes da presidência.
Europa Press/Contacto/Jimmy Villalta - Arquivo

MADRID 9 jan. (EUROPA PRESS) -

A líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, descreveu como um “ato de restituição moral” a libertação de vários presos anunciada nesta quinta-feira pelo presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez, e garantiu que “não descansaremos até que todos os presos sejam libertados”. “Recebam este momento como um ato de restituição moral. Como a confirmação de que seu interesse não foi em vão”, afirmou em uma mensagem de voz divulgada em sua conta na rede social X, dirigida aos familiares dos detidos, que “não apenas acompanharam seus maridos, pais, filhos, filhas, irmãos, netos, mas também defenderam a própria noção de justiça diante de um regime que tentou enterrá-la”.

Machado desejou que “este dia lhes devolva um pouco de paz”. “Que a alegria seja serena e firme. E que toda a Venezuela reconheça, ao ver cada um de vocês, que a dignidade sabe esperar e triunfar”, acrescentou em um dia em que destacou que “a verdade que foi perseguida e silenciada durante anos consegue abrir caminho, apesar da arbitrariedade, da crueldade e do medo”.

“Nada devolve os anos roubados, as longas noites ou as ausências irreparáveis. Mas este dia é importante porque reconhece o que sempre soubemos. Que a injustiça não será eterna. E que a verdade, ainda que muito ferida, acaba por abrir caminho”, sublinhou.

“Durante muitos meses, muitos anos, até décadas, suas famílias suportaram o peso feroz de uma condenação. Não havia em nenhum processo a espera, o silêncio (...) Vocês foram força quando faltou a liberdade. Vocês foram dignidade quando abundou a injustiça. E foram esperança quando o tempo quis se tornar castigo”, destacou, antes de garantir que “não descansaremos até que todos os presos sejam libertados e que toda a Venezuela possa abraçar-se em plena democracia e liberdade”.

A opositora reagiu assim ao anúncio do presidente Rodríguez, que destacou a medida como um gesto “de busca pela paz” e agradeceu ao ex-presidente do Governo espanhol José Luis Rodríguez Zapatero, ao presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva e às autoridades do Catar por sua mediação.

Posteriormente, o Ministério das Relações Exteriores da Espanha confirmou que entre as pessoas afetadas pelas medidas estão cinco cidadãos espanhóis, entre eles um com dupla nacionalidade: os bascos Andrés Martínez Adasme e José María Basoa Valdovinos; o marinheiro canário Miguel Moreno Dapena; o valenciano Ernesto Gorbe Cardona; e a ativista hispano-venezuelana Rocío San Miguel.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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