MARÍA CORINA MACHADO EN X
Destaca que o governo dos EUA “é o único que arriscou a vida de seus próprios cidadãos pela liberdade da Venezuela”. Lembra a Petro o que acontece com os juízes que “emitem sentenças contrárias ao regime”, depois que este pediu que Maduro fosse julgado na Venezuela. MADRID 29 jan. (EUROPA PRESS) -
A líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, destacou a “grande conversa” que teve nesta quarta-feira com o secretário de Estado, Marco Rubio, em Washington, o que considerou uma demonstração da “prioridade” que a América Latina e a Venezuela em particular representam para o governo de Donald Trump. “Agradeço muito ao secretário de Estado pela grande conversa que tivemos hoje. Este encontro confirma a prioridade que o governo do presidente Trump atribuiu às ameaças, desafios e oportunidades que temos nas Américas e, muito especialmente, na Venezuela”, afirmou em sua conta no Twitter.
A considerada líder da oposição fez um apelo aos seus compatriotas para que coloquem seu “talento e esforço” a serviço de um país com “instituições democráticas robustas, liberdade e dignidade” em uma mensagem na qual denunciou “27 anos de devastação criminosa” por parte de Caracas.
“Queridos venezuelanos, tenham certeza de que, com o apoio de nossos aliados genuínos e com a ajuda de Deus, vamos conseguir!”, assegurou.
Horas antes, em declarações à imprensa ao final do encontro, ele garantiu que “a transição para a democracia ocorrerá porque temos o apoio das democracias mais importantes do mundo e, muito especialmente, do governo do presidente Trump e de seu secretário de Estado”.
Nessa linha, ele ressaltou que o responsável pela pasta diplomática dos Estados Unidos “é, sem dúvida, uma das pessoas que melhor entende o que está acontecendo no hemisfério e a ameaça que as forças do crime que se instalaram na Venezuela representam para este país”.
Machado, que se dirigiu aos venezuelanos dentro do país e na diáspora, comemorou que “estamos, sem dúvida, vivendo horas e dias decisivos para o futuro da Venezuela”, uma situação que se estendeu ao resto do continente.
A recém-premiada com o Prêmio Nobel da Paz reiterou seus elogios à Casa Branca, alegando que “é o único governo que arriscou a vida de seus próprios cidadãos pela liberdade da Venezuela”.
“Hoje estamos muito perto de consolidar o que ansiamos, não apenas a conquista da liberdade, mas também a unificação de todas as nossas famílias, para que milhões de venezuelanos que partiram possam voltar para casa”, comemorou, garantindo que “muito em breve” retornará ao país latino-americano.
Além disso, aproveitou para lembrar que os “presos políticos são nossa prioridade absoluta”, afirmando que ainda há mais de 700 deles detidos, incluindo 14 dos 36 que foram presos neste mês de janeiro. “Não vamos parar de lutar até que todos, absolutamente todos, sejam libertados”, prometeu.
Por outro lado, questionada sobre as declarações do presidente da Colômbia, Gustavo Petro, pedindo o retorno de Nicolás Maduro à Venezuela para ser julgado em seu próprio país, Machado quis lembrar que “qualquer juiz na Venezuela que emita uma sentença contrária aos interesses do regime sabe que pode acabar como (...) María Lourdes Afiouni”.
“Hugo Chávez (ex-presidente venezuelano) ordenou que ela fosse presa porque, seguindo sua consciência, proferiu uma sentença contrária aos interesses do regime”, destacou. “Então, são esses juízes que o presidente da Colômbia acha que vão julgar Nicolás Maduro?”, questionou.
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