VENTE VENEZUELA - Arquivo
A líder da oposição promete fazer de seu país "o principal aliado dos EUA na América", apesar da rejeição de Washington à sua liderança.
MADRID, 6 jan. (EUROPA PRESS) -
A líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, disse na segunda-feira que está tentando retornar ao seu país "o mais rápido possível" e expressou sua gratidão ao presidente dos EUA, Donald Trump, pela captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro, embora tenha enfatizado que "a transição deve avançar", evitando, ao mesmo tempo, avaliar o roteiro estabelecido pelo inquilino da Casa Branca.
"Quero expressar nossa profunda gratidão por sua corajosa missão, pelas ações e pelas conquistas históricas que tomou contra esses narcoterroristas para começar a desmantelar a estrutura e levar Maduro à justiça", disse Machado em uma entrevista à Fox, na qual reconheceu que não fala com Trump desde 10 de outubro, por ocasião do anúncio de que seria o destinatário do Prêmio Nobel da Paz, embora tenha dito que "adoraria" oferecer pessoalmente o prêmio ao magnata republicano, que o reivindicou pública e repetidamente.
Ele insistiu que a incursão dos EUA na Venezuela "entrará para a história como o dia em que a justiça foi feita". "É um marco", acrescentou, argumentando que "não é apenas enorme para o futuro do povo venezuelano, mas também um grande passo para a humanidade, a liberdade e a dignidade humana".
Machado, que permanece no exterior após sua partida para a Noruega para receber o Prêmio Nobel, anunciou na entrevista que planeja retornar à Venezuela "o mais rápido possível" e argumentou que "a transição deve avançar", enquanto Trump, que se arrogou o comando do país latino-americano, descartou abordar no curto prazo ideias como uma convocação de eleições ou a libertação de presos políticos.
A principal figura da oposição venezuelana não quis avaliar o roteiro traçado pelo inquilino da Casa Branca, mas dirigiu suas críticas à recém-nomeada presidente encarregada da Venezuela, Delcy Rodríguez, que anteriormente ocupava a vice-presidência.
Enquanto o presidente dos EUA indicou nas últimas horas que Rodríguez está cooperando com Washington e está considerando a possibilidade de suspender as sanções contra ela, Machado a descreveu como "uma das principais arquitetas da tortura, perseguição, corrupção e tráfico de drogas" e como "uma aliada fundamental e elo de ligação com a Rússia, China e Irã".
"Ela certamente não é alguém em quem os líderes internacionais possam confiar e é verdadeiramente rejeitada pelo povo venezuelano", disse ele, antes de garantir que, em uma eleição "livre e justa", a oposição venezuelana venceria "com mais de 90% dos votos".
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Ao mesmo tempo, Machado quis se dirigir "ao povo americano" em um parágrafo no qual argumentou que "uma Venezuela livre significa, em primeiro lugar, um aliado de segurança" que serviria a Washington para "desmantelar a América criminosa e transformá-la em um escudo protetor".
Da mesma forma, e em um contexto marcado pelas declarações de Trump, que priorizaram a promoção da extração de petróleo em detrimento de qualquer indício de transição democrática, a líder da oposição prometeu, sem especificar em que papel, transformar a Venezuela "na potência energética da América", bem como "implementar o estado de direito e abrir os mercados (...) ao investimento".
Em terceiro lugar, a líder da oposição também estabeleceu a meta de "trazer de volta para casa milhões de venezuelanos que foram forçados a fugir do país para construir uma nação mais forte, uma nação próspera e uma sociedade aberta".
"Deixaremos para trás o regime socialista que foi imposto ao nosso povo e transformaremos a Venezuela no principal aliado dos Estados Unidos na América", disse a mulher que, nos últimos dias, foi descartada pelo governo Trump para liderar a Venezuela nesse processo.
As declarações de Machado na primeira pessoa ocorreram em uma situação em que Donald Trump descartou a realização de eleições na Venezuela no curto prazo, apontou que Delcy Rodríguez está cooperando com Washington e que está considerando retirar as sanções contra ela. O ocupante da Casa Branca também indicou que é ele quem está no comando na Venezuela e concentrou seus esforços e os de suas principais figuras de confiança no relançamento da indústria petrolífera venezuelana, priorizando-a em relação a uma possível transição democrática.
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