Europa Press/Contacto/David Cruz Sanz
MADRID 3 maio (EUROPA PRESS) -
A líder da oposição venezuelana María Corina Machado defendeu a necessidade de renovar “o mais rápido possível” o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) para que cumpra as normas estabelecidas na Constituição e sirva como passo prévio para a convocação de eleições no país.
“É claro que, partindo de um novo Conselho Nacional Eleitoral, que cumpra claramente o que diz a Constituição venezuelana, que não devem ser pessoas filiadas a nenhuma facção política, partido político, pessoas que tenham condições de idoneidade, de credibilidade, que nos transmitam confiança a todos”, declarou durante a cerimônia de premiação da Orquestra das Américas, realizada em Washington D.C., segundo informa a emissora NTN24.
Ele considera necessário também “fazer uma depuração do cadastro eleitoral” e permitir que milhões de venezuelanos, tanto dentro quanto fora do país, possam se inscrever ou atualizar seus dados. Além disso, deve haver “um processo de observação contínua por parte de instituições especializadas em assuntos eleitorais internacionais”.
Machado apelou também ao “desmantelamento da estrutura repressiva” como algo “fundamental” e ressaltou que os objetivos prioritários estabelecidos pelo Governo dos Estados Unidos ainda não foram cumpridos.
Como exemplo, citou “a libertação de todos os presos políticos”, pois considera que ainda há 500 detidos, bem como o desmantelamento dos centros de tortura e a garantia da liberdade de expressão.
Ela também foi questionada sobre seu retorno à Venezuela, ao que Machado respondeu que “muito em breve voltarei à Venezuela”, embora sem mencionar uma data específica.
Machado convocou para este domingo manifestações em mais de 120 cidades do mundo em apoio aos presos políticos e perseguidos que existem na Venezuela. “Ainda há mais de 500 presos políticos civis e militares que estão atrás das grades neste momento”, afirmou Machado em um vídeo publicado em suas redes sociais.
“Eles e suas famílias precisam da nossa voz, precisam da nossa força e, por isso, levantaremos nossa voz neste domingo, 3 de maio, para que o mundo inteiro ouça o clamor por liberdade, por justiça, por democracia, que hoje elevamos da Venezuela”, disse ela.
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