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MADRID 12 jan. (EUROPA PRESS) - A líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, pediu nesta segunda-feira ao Papa Leão XIV que interceda pela libertação dos “mais de mil presos políticos” que continuam nas prisões de seu país, bem como pelo “avanço sem demora” de uma transição para a democracia, em um encontro no Vaticano.
Machado destacou “a honra” que foi para ela se reunir com o Papa, a quem agradeceu por acompanhar o que está acontecendo na Venezuela, ao mesmo tempo em que pediu que ele “intercedesse por todos os venezuelanos que permanecem sequestrados e desaparecidos”, segundo informou seu partido, Vente Venezuela, nas redes sociais.
Da mesma forma, Machado também valorizou perante o Papa a legitimidade do candidato da oposição Edmundo González como consequência do resultado das eleições de 28 de julho de 2024, que ela qualificou de “feito cívico”.
Machado aproveitou o encontro para enquadrar as aspirações da oposição em uma espécie de “luta espiritual” contra o chavismo, que eles confiam derrotar “com o apoio da Igreja e a pressão sem precedentes do governo dos Estados Unidos”.
“A derrota do mal no país está mais próxima”, afirmou Machado, às vésperas de se reunir esta semana com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que por enquanto não conta com ela para seus planos na Venezuela.
O apelo de Machado sobre a situação dos supostos presos políticos na Venezuela ocorre no mesmo dia em que o governo da agora presidente interina, Delcy Rodríguez, confirmou outra libertação de pelo menos mais vinte pessoas, totalizando já 116, segundo as autoridades penitenciárias. De acordo com a contagem da ONG Foro Penal, após as últimas libertações, restam 781 presos políticos no país.
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