Publicado 28/05/2026 23:48

Machado e González propõem um plano de transição que inclua negociações com o governo venezuelano e os EUA

Archivo - Arquivo - 20 de abril de 2026, Madri, Madri, ESPANHA: A líder da oposição venezuelana e ganhadora do Prêmio Nobel da Paz, MARIA CORINA MACHADO, participa do renomado fórum de debate Forum Europa em Madri, em um de seus últimos compromissos duran
Europa Press/Contacto/David Cruz Sanz - Arquivo

MADRID 29 maio (EUROPA PRESS) -

Os líderes do principal setor da oposição venezuelana, a Prêmio Nobel da Paz María Corina Machado e Edmundo González, apresentaram nesta quinta-feira um roteiro “rumo à liberdade” com dois processos a serem realizados “simultaneamente”, que incluem uma fase de negociação com o Executivo venezuelano, “com o acompanhamento” dos Estados Unidos, bem como a busca por um “grande acordo nacional” com diversos setores políticos, sociais e profissionais da Venezuela.

"Convocadas por María Corina Machado, as forças democráticas reunidas no Panamá, por meio dos representantes da Plataforma Unitaria Democrática (PUD) e de outros movimentos democráticos, assumimos perante a nação o compromisso de traduzir a soberania popular em um caminho concreto, ordenado e eficaz rumo à liberdade", diz o comunicado divulgado pelo Comando Nacional de Campanha de Machado e assinado também por González como líder da Aliança com a Venezuela.

Destacando o plano de três fases — estabilidade, recuperação e transição — esboçado pelo secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, após a captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, em janeiro de 2026, Machado e González expressaram sua “determinação em impulsionar uma negociação política séria, firme e responsável com o regime interino para restaurar a democracia na Venezuela com o apoio do Governo dos Estados Unidos”.

“Essas negociações serão lideradas por María Corina Machado em seu papel de conduzir o processo democrático do país. Isso será feito em coordenação com a Plataforma Unitaria Democrática e em consulta com as organizações da sociedade venezuelana”, indicaram os opositores, ressaltando que caberá a Machado “designar o responsável direto pela equipe de negociação, composta por especialistas técnicos e representantes políticos”.

O objetivo principal das mesmas, sublinharam, é “conseguir a realização de uma eleição presidencial livre, transparente e soberana, com todas as garantias previstas na Constituição e na lei, e com a devida observação internacional”, o que exigiria, segundo argumentaram, a designação de “um novo Conselho Nacional Eleitoral (CNE)”, que seria integrado por “personalidades independentes e respeitáveis”, bem como a elaboração “urgente” de um “cronograma eleitoral viável e verificável”.

Para as referidas e hipotéticas negociações, os signatários reivindicaram como “necessárias” uma série de “gestos que contribuam para criar um ambiente político favorável e que demonstrem vontade de avançar neste processo”. Entre elas, destacaram “a libertação total dos presos políticos, civis e militares; o retorno seguro dos exilados por motivos políticos; e a normalização do espaço cívico e político, incluindo o desmantelamento do aparato repressivo e dos grupos armados, ilegais ou terroristas”.

Paralelamente, Machado e Rodríguez convocaram “cidadãos, partidos e movimentos democráticos, associações profissionais, sindicatos, igrejas, universidades, setores produtivos, organizações sociais, jovens, mulheres e venezuelanos dentro e fora do país” para a construção do que denominaram “Grande Acordo Nacional para a Recuperação da República” que, segundo prevêem, “proporcionará a base política e social para a governabilidade democrática, o crescimento econômico sustentado, a prosperidade compartilhada e o reencontro nacional”.

Para concluir esse segundo processo, os opositores prometeram “manter uma mensagem única, coerente e coordenada para o mundo”, impulsionar “a participação popular” e estabelecer mecanismos de “consulta cidadã e coordenação interna”.

“A transição democrática exige de nós unidade e visão de Estado”, enfatizaram Machado e González, que defenderam “a recuperação da Venezuela” como uma “obra coletiva”. “A emergência humanitária que os venezuelanos enfrentam não admite demoras, pois somente na liberdade suas necessidades mais urgentes poderão ser atendidas”, ressaltaram.

O anúncio foi feito apenas cinco dias depois de a própria ganhadora do Prêmio Nobel da Paz ter ratificado, na Cidade do Panamá, sua candidatura à presidência e o objetivo de realizar eleições livres e transparentes dentro de um prazo de sete a nove meses, em um encontro com os principais líderes da oposição, como Leopoldo López, Antonio Ledezma, Andrés Guanipa, Rodrigo Cabezas, César Pérez Vivas, Biagio Pilieri, Delsa Solórzano, Noel Álvarez e Roberto Enríquez, entre outros.

Machado, que lidera as pesquisas, propôs a reformulação do CNE e sua substituição por um novo cadastro eleitoral que permita que mais de cinco milhões de cidadãos elegíveis possam se registrar e votar livremente, em consonância com as reivindicações agora apresentadas neste roteiro duplo.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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