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MADRID, 18 abr. (EUROPA PRESS) -
A líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, declarou-se convencida de que poderá retornar ao seu país quando chegar o momento de realizar eleições livres, conforme estabelecem, segundo ela, as diretrizes das negociações entre os Estados Unidos e o governo da Venezuela.
A Prêmio Nobel da Paz de 2025, em visita a Madri, onde na última sexta-feira recebeu a Chave de Ouro da capital espanhola, indicou em coletiva de imprensa que mantém “uma comunicação permanente com os Estados Unidos”, por mais que Washington esteja colaborando ativamente com a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, agora à frente do país após a captura do presidente Nicolás Maduro durante uma operação militar norte-americana em janeiro.
Machado indicou que o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, deixou “bem claro” que a fase final do plano concebido pelos Estados Unidos contempla “uma transição para a democracia com eleições livres”, momento em que ela planeja retornar ao país.
A líder da oposição venezuelana exigiu, no entanto, mais detalhes sobre essa data, pois entende que a sociedade “clama pela definição de um calendário eleitoral”, juntamente com outras demandas já conhecidas, como a libertação de todos os presos políticos.
Na melhor das hipóteses, Machado retornará à Venezuela para pôr fim ao “caos e à violência” que representa “o regime de Delcy Rodríguez”. Enquanto isso, a líder da oposição permanece à espera, já que neste momento a Venezuela atravessa “uma fase delicada e complexa” na qual “os próprios atores do regime estão sendo forçados a iniciar um processo de desmantelamento de uma estrutura repressiva, de uma estrutura de corrupção e de uma estrutura do crime”.
SEM REUNIÃO COM SÁNCHEZ
Machado também abordou a ausência de uma reunião com o presidente do Governo espanhol, Pedro Sánchez, que confirmou na sexta-feira ter oferecido à líder da oposição a possibilidade de um encontro, apenas para se deparar com a recusa de Machado.
Em resposta, Machado referiu-se sucintamente à cúpula progressista de Barcelona, da qual Sánchez participa ao lado de outros líderes internacionais, entre eles críticos da opositora, como o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, como motivo principal.
“Acredito que o que ocorreu nas últimas horas, na reunião realizada em Barcelona com vários dirigentes e líderes políticos de diferentes países, é a demonstração de que tal encontro não é conveniente”, explicou.
De qualquer forma, ao explicar a situação na sexta-feira, Sánchez quis deixar claro que “as portas do Palácio de la Moncloa estão abertas para que possamos nos reunir com todos os líderes da oposição”, lembrando os encontros mantidos com Edmundo González ou Leopoldo López.
González, vale lembrar, foi candidato nas últimas eleições presidenciais e é considerado pela oposição como o presidente eleito, embora a Espanha não o reconheça como tal. Uma internação no hospital o impediu de participar, ao lado de Machado, da coletiva de imprensa deste sábado.
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