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MADRID 15 mar. (EUROPA PRESS) - A líder da oposição venezuelana María Corina Machado alertou que, se as autoridades venezuelanas aplicarem “seletivamente” a Lei de Anistia aprovada na Assembleia Nacional, isso não deixa de ser uma forma de “repressão”. “Negar a anistia seletivamente é repressão. O regime liderado pela (presidente) Delcy Rodríguez pretende prolongar o terror para quebrar o ânimo daqueles que lutam pela democracia e pela liberdade na Venezuela, que já estão tão perto”, alertou Machado em uma mensagem publicada nas redes sociais. “O regime acredita que, por meio de sua ‘justiça’ seletiva, demonstra que tem poder e controle. Nós, venezuelanos, sabemos que, na verdade, eles temem uma nação que decidiu ser livre”, argumentou. A líder da oposição garantiu que “eles não conseguirão”, porque “a Venezuela decidiu ser livre”. “Avançamos muito, e agora tudo se acelera. Hoje, cada abuso do regime não nos paralisa, mas fortalece a convicção de que este processo é imparável”, afirmou. Machado se referiu ao caso de Perkins Rocha, que foi seu advogado e representante do Comando com a Venezuela durante o processo eleitoral de 28 de julho de 2024, que a oposição denuncia como fraudulento. “O regime o sequestrou por 17 meses devido ao poder e à precisão de suas palavras. Por dizer e defender a verdade”, relatou. Rocha “hoje continua preso em sua casa com uma tornozeleira eletrônica e lhe negam a anistia”. “Perkins Rocha e todos os presos políticos devem estar plenamente livres. Não libertados, não julgados: Livres!”, apelou. A ONG Foro Penal informou neste sábado que foram contabilizadas um total de 690 libertações de presos políticos na Venezuela desde o anúncio das libertações pelas autoridades em 8 de janeiro de 2026.
Justamente neste sábado, o presidente do Foro Penal, Alfredo Romero, denunciou que “negar a anistia ao Dr. Perkins Rocha é absolutamente injustificável e constitui uma grave violação dos direitos humanos”.
As autoridades venezuelanas estimam em mais de 7.365 o número de pessoas que obtiveram a “liberdade total” graças à lei de anistia, aprovada no último dia 20 de fevereiro e que abre caminho para a libertação de quem cometeu crimes desde 1999.
A lei abre caminho para a libertação de quem cometeu crimes desde 1999 e, segundo o governo da Venezuela, já foram recebidos 1.557 pedidos de anistia, embora ela se aplique com base em treze eventos previstos no artigo 8º do texto, entre eles o golpe de Estado de abril de 2002 contra o ex-presidente Hugo Chávez, a greve petrolífera entre 2002 e 2003, o referendo revogatório contra Chávez em 2004 e diversos protestos antigovernamentais em 2007, 2013, 2017 e 2024.
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