Europa Press/Contacto/David Cruz Sanz - Arquivo
MADRID 7 jul. (EUROPA PRESS) -
A líder da oposição venezuelana e ganhadora do Prêmio Nobel da Paz, Maria Corina Machado, afirmou nesta terça-feira que seu retorno à Venezuela “não é um evento”, mas “uma promessa que se cumpre passo a passo”, em meio à polêmica em torno de sua tentativa de retornar ao país, iniciativa que os Estados Unidos — empenhados em apoiar Caracas após o duplo terremoto de 24 de junho — não endossam.
“Vou voltar. Não como um evento, mas como uma promessa que se cumpre passo a passo, porque meu lugar é lá, com vocês. E quando nos encontrarmos, vamos reconstruir este país do mesmo lado em que sempre estivemos. Do lado onde há vida”, garantiu a líder do Vente Venezuela em uma mensagem nas redes sociais.
Dessa forma, Machado, que deixou o país no final de 2025 para receber o Prêmio Nobel na Noruega, manifestou sua vontade de estar ao lado do povo venezuelano diante do desastre humanitário provocado pelos terremotos. “Milhões de venezuelanos, dentro e fora do país, gostariam hoje de estar em Vargas, em Falcón, em Caracas, em Aragua, em Yaracuy, em Carabobo... em cada região atingida, ajudando”, enfatizou.
“Essa é a Venezuela: aquela que se organiza, cuida de si mesma, se apoia. A essa Venezuela peço que transforme a dor e a raiva em cuidado: cuidemos daqueles que ficaram sem nada, cuidemos uns dos outros, não deixemos ninguém sozinho”, insistiu.
Machado denunciou a interrupção das operações de resgate das vítimas dos tremores. “Ninguém merece ser abandonado dessa maneira. Ninguém. Sei que vocês estão exaustos. Sei que sentem que os dias em que todo mundo olha para a Venezuela estão chegando ao fim, e que agora vem a parte mais difícil”, afirmou, indicando que agora é hora de “silêncio, poeira e espera”.
“Sei que muitos temem que nós também os abandonemos, que o país os esqueça quando as câmeras se apagarem”, acrescentou. “Quero que saibam disso: nunca os abandonaremos. Jamais”, concluiu.
Essas declarações surgem no momento em que Machado viu frustradas suas intenções de retornar à Venezuela e chegou a denunciar que as autoridades estavam agindo contra seu retorno. Enquanto isso, os Estados Unidos afirmaram que não consideram oportuno que ele cumpra, neste momento, sua promessa de retornar, por entenderem que isso é “contraproducente” para os trabalhos de recuperação após os terremotos.
A possibilidade de “acrescentar à mistura” “questões políticas tão delicadas”, como seria o retorno de Machado, “seria contraproducente” para os esforços de resgate e reconstrução após o desastre ocorrido no norte da Venezuela.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático