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MADRID 27 jul. (EUROPA PRESS) -
Os presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e da China, Xi Jinping, mantiveram uma conversa por telefone nas últimas horas, na qual discutiram a importância de fortalecer as relações entre os dois países, dias depois de os Estados Unidos terem confirmado a imposição de tarifas de 25% sobre as exportações brasileiras.
Lula transmitiu a Xi o compromisso do Brasil de “diversificar mercados e parceiros comerciais”, em linha com declarações feitas há alguns dias, nas quais ele pareceu minimizar a importância das tarifas americanas. “Não vamos ficar lamentando o que não conseguimos vender a eles, porque vamos buscar outros compradores”, afirmou.
Na nota, Lula destacou os “bons resultados” graças ao comércio bilateral e à isenção de vistos de curta duração, o que “ampliará o fluxo de turistas e as oportunidades de negócios”, além de ressaltar a necessidade de ampliar a cooperação em outras áreas e avançar em um acordo com o Mercosul.
“Reiteramos o objetivo comum de ampliar a cooperação em áreas estratégicas e de alta tecnologia, como inteligência artificial, satélites, processamento de minerais críticos e comércio de fertilizantes”, comunicou o presidente brasileiro em uma mensagem em suas redes sociais.
No plano internacional, ambos os países enfatizaram o multilateralismo como forma de enfrentar e tentar resolver a “proliferação de conflitos ao redor do mundo”, em um momento em que a “incapacidade” do Conselho de Segurança das Nações Unidas de responder a essas crises é cada vez mais evidente.
Esse aumento dos conflitos tem seus maiores impactos sobre a segurança alimentar e energética global, além de provocar “graves perdas humanas e materiais”, afirma um comunicado, no qual se destaca o panorama “particularmente desafiador” que o próximo secretário-geral da ONU terá pela frente.
Além disso, defenderam a livre navegação nos estreitos de Ormuz e Bab al-Mandeb, no contexto da guerra no Oriente Médio travada pelos Estados Unidos contra o Irã; e destacaram a penosa situação humanitária na Faixa de Gaza, à medida que os bombardeios israelenses continuam.
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