Europa Press/Contacto/Daniel Torok/White House
MADRID 12 maio (EUROPA PRESS) -
O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, contou nesta terça-feira que disse ao seu homólogo norte-americano, Donald Trump, em seu último encontro na Casa Branca, que, se ele realmente quisesse combater o crime organizado, deveria começar por entregar alguns dos brasileiros que vivem em Miami.
“Eu disse ao presidente Trump: ‘se ele realmente quer combater o crime organizado, precisa começar entregando-nos alguns dos nossos que vivem em Miami’”, lembrou ele durante a apresentação de um novo plano do governo para combater a criminalidade.
“Falamos de que temos propostas de asfixia financeira, de combate à lavagem de dinheiro, e de que parte das armas que apreendemos vem dos Estados Unidos”, enfatizou o presidente, que destacou que os criminosos não estão apenas nas favelas, mas também nos bairros de alto poder aquisitivo, no setor empresarial, no judiciário e até mesmo no Congresso ou no futebol.
“São coisas importantes de se dizer porque, do contrário, eles ficam com a ideia de que todas as desgraças estão deste lado e que eles não têm nada a ver com isso”, acrescentou o líder brasileiro, segundo o site G1.
Lula deixou a porta aberta para que Washington colabore na luta contra o crime organizado no Brasil, mas sempre “em consonância com as decisões do Governo e da Polícia brasileiras”.
Além disso, ele afirmou que o governo criará um Ministério da Segurança assim que o Senado aprovar a proposta de emenda constitucional, após ter sido aprovada em março deste ano na Câmara dos Deputados, em meio à resistência de uma oposição que desconfia de um controle excessivo do governo federal em questões de segurança pública.
A emenda constitucional proposta prevê, entre outras coisas, uma maior integração entre as ações do Governo Federal e as dos estados, e a aprovação do Sistema Unificado de Segurança Pública, com o qual se pretende integrar as diferentes forças do país para atuarem de forma conjunta e unificada.
NOVO PLANO DE SEGURANÇA
O novo plano de segurança do governo Lula, sob o título “Brasil contra o Crime Organizado”, conta com um investimento previsto de cerca de 1,06 bilhão de reais (cerca de 183 milhões de euros) para este ano, além de uma linha de crédito alternativa de 10 bilhões de reais (1,7 bilhão de euros) para que estados e municípios possam se dotar de melhores recursos contra a criminalidade.
O vice-presidente do Brasil, Geraldo Alckmin, aproveitou sua intervenção durante o evento para criticar o governo anterior do ex-presidente Jair Bolsonaro, por ter liberalizado o porte de armas de fogo entre a população civil.
“São os policiais, que são profissionais, que deveriam portá-las. As armas são um perigo. A única política de segurança do governo anterior foi liberalizar as armas, e isso acaba nas mãos do crime organizado”, afirmou.
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