Europa Press/Contacto/Fabio Teixeira
MADRID 24 ago. (EUROPA PRESS) -
O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, defendeu que “ninguém está acima da lei”, embora “a presunção de inocência deva ser sempre respeitada”, diante da investigação policial que aponta seu filho Fábio Luís como beneficiário indireto das ações de uma lobista para facilitar a venda de medicamentos à base de canabidiol ao Governo federal.
“As instituições brasileiras estão se fortalecendo e têm a responsabilidade de investigar a todos, sem exceção nem privilégios. Ninguém está acima da lei”, afirmou Lula em uma postagem nas redes sociais, na qual acrescentou que “investigar é diferente de condenar”.
Nesse sentido, ele ressaltou que “a presunção de inocência deve ser sempre respeitada” e que “toda pessoa tem direito à defesa, ao devido processo legal e a provar sua inocência”.
“Se houver irregularidades, elas devem ser investigadas. Se houver desvio de recursos públicos, os responsáveis devem responder por seus atos”, afirmou, sem menção específica a Fábio Luís, também conhecido publicamente como Lulinha. “É assim, com instituições sólidas e respeito à Constituição, que se fortalece a democracia”, acrescentou.
Dessa forma, o presidente brasileiro tenta se diferenciar do governo do ultradireitista Jair Bolsonaro, que acumulou acusações de interferência para proteger seus filhos, incluindo o senador Flávio Bolsonaro, que agora concorre à presidência.
De acordo com informações da investigação da Polícia Federal publicadas pela revista “Veja”, sua amiga, a lobista Roberta Luchsinger, “menciona Fábio como uma referência decisiva nos projetos discutidos”. “Ele foi apontado como beneficiário indireto das negociações realizadas por terceiros em seu nome”, consta em um dos documentos da investigação.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático