Europa Press/Contacto/Leco Viana, Leco Viana
MADRID 3 jun. (EUROPA PRESS) -
O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, censurou Israel por sua "vitimização" quando se trata de lidar com críticas ao "genocídio" que vem cometendo contra o povo palestino na Faixa de Gaza, onde mais de 54.500 pessoas já morreram como resultado da ofensiva israelense dois anos e meio depois.
"Precisamos parar com essa vitimização. O que está acontecendo na Faixa de Gaza é genocídio", disse o presidente Lula na terça-feira, em resposta a uma carta da Embaixada de Israel no Brasil que, embora não mencionasse nomes, acusava os líderes internacionais de "comprarem as mentiras" do Hamas.
Lula insistiu em uma entrevista concedida a vários meios de comunicação do Palácio do Planalto que o que está acontecendo no enclave palestino "não é uma guerra", mas "um exército matando mulheres e crianças", de acordo com o site G1.
"Um presidente da República não responde a uma embaixada. O presidente reafirma o que ele diz", disse Lula, garantindo que Israel "deve ter bom senso e humanismo", tendo em mente o que o povo judeu sofreu.
"Eles se comportam como se o povo palestino fosse um cidadão de segunda classe", reprovou o presidente brasileiro, que desde o início do conflito vem pedindo um cessar-fogo e a entrada de ajuda humanitária.
A carta da embaixada veio à tona depois que Lula da Silva participou de um evento no fim de semana em que acusou o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, de cometer "genocídio" contra os palestinos por "vingança".
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