Publicado 08/07/2025 14:49

Lula reitera que os BRICS não aceitam interferência "de quem quer que seja" após as ameaças de Trump

RIO DE JANEIRO, 6 de julho de 2025 -- O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva discursa durante a cerimônia de abertura do Fórum Empresarial do BRICS no Rio de Janeiro, Brasil, em 5 de julho de 2025.
Europa Press/Contacto/Lucio Tavora

MADRID 8 jul. (EUROPA PRESS) -

O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, condenou mais uma vez as ameaças tarifárias de seu homólogo norte-americano, Donald Trump, aos países que decidem comercializar com os BRICS, e reiterou que eles não aceitarão a interferência de ninguém, "seja quem for", em seus assuntos soberanos.

"Não aceitamos nenhuma reclamação contra a reunião do BRICS. Não concordamos quando o presidente dos Estados Unidos deu a entender que vai impor tarifas aos BRICS", disse ele durante seu encontro com o primeiro-ministro indiano Narendra Modi, que participou da cúpula do bloco no Rio de Janeiro neste fim de semana.

"Somos países soberanos. Não aceitamos a interferência de ninguém em suas decisões, nem na forma como tratamos nossos povos, e defenderemos o multilateralismo", enfatizou Lula, que havia sugerido a Trump no dia anterior que ele deveria cuidar de seus próprios negócios.

"Não acho que seja muito responsável um presidente de um país do tamanho dos Estados Unidos sair por aí ameaçando o mundo pela internet", disse Lula durante a cúpula dos BRICS, em resposta ao anúncio de Trump de tarifas de até 10% para os países que se alinharem comercialmente com o bloco.

Antes do Brasil, a China e a Rússia - que junto com a Índia e a África do Sul fundaram o BRICS - rejeitaram as ameaças do presidente americano, lembrando que fazem parte de um bloco econômico que busca cooperar e não realizar nenhum tipo de medida contra terceiros países.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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