Publicado 14/05/2025 03:01

Lula pedirá a Putin que se sente e negocie com Zelenski em Istambul

9 de maio de 2025, Moscou, Oblast de Moscou, Rússia: O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, à direita, é recebido pelo presidente russo Vladimir Putin, para a recepção de gala que marca o Dia da Vitória no Grande Palácio do Kremlin, em 9 de ma
Europa Press/Contacto/Ricardo Stuckert/Brazil Pres

O ucraniano só concordará em se encontrar com Putin nas negociações na Turquia.

MADRID, 14 maio (EUROPA PRESS) -

O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, disse nesta terça-feira que pedirá a seu colega russo, Vladimir Putin, que participe da reunião marcada para quinta-feira, 15 de maio, em Istambul, para encontrar uma solução para a guerra na Ucrânia, cujo presidente, Volodimir Zelenski, já confirmou que participará dela.

"Quando eu for a Moscou, tentarei falar com Putin. Não me custará nada dizer a ele: 'Camarada Putin, vá a Istambul para negociar, pelo amor de Deus'", declarou em uma coletiva de imprensa em Pequim, onde participa da cúpula entre o gigante asiático e a Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC).

O líder brasileiro considerou que "todos nós sabemos as razões da guerra, não precisamos entrar em detalhes sobre as razões da guerra". "O que me preocupa é encontrar o motivo da paz", acrescentou.

Lula esteve em Moscou na semana passada para as comemorações do Dia da Vitória. Na capital, ele teve uma reunião bilateral com seu colega russo, a quem reiterou seu compromisso com a paz na Ucrânia.

As declarações do brasileiro foram feitas depois que o ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andri Sibiga, pediu a intervenção de Lula para usar sua "voz competente" para convencer Putin a se sentar nas negociações planejadas na cidade turca.

Zelenski assegurou dias atrás sua disposição de se reunir em Istambul com o presidente russo, que ainda não confirmou sua participação. Nesse sentido, o ucraniano defendeu nesta terça-feira que "Putin é quem decide tudo na Rússia, portanto é ele quem deve resolver a guerra". "Esta é a guerra dele. Portanto, as negociações devem ser com ele", acrescentou em uma mensagem em sua conta no Telegram.

Além disso, em declarações à rede de televisão norte-americana CNN, ele insistiu que não manterá conversações com nenhum representante russo que não seja o próprio presidente.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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