Publicado 03/09/2026 22:49

Lula pede “que todos sejam investigados” após o vazamento de mensagens do ex-diretor do Banco Master ao juiz De Moraes

BRASÍLIA, 25 de agosto de 2026  -- O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva participa da cerimônia do Dia do Soldado em Brasília, Brasil, em 25 de agosto de 2026.
Europa Press/Contacto/Lucio Tavora

Afirma que os “sistemas político e judiciário” brasileiros “precisam de reformas profundas”

MADRI, 4 set. (EUROPA PRESS) -

O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou nesta quinta-feira que “é fundamental que todos sejam investigados” no caso do Banco Master, “sem proteger ninguém, custe o que custar”, após as revelações sobre os contatos entre o ex-diretor da instituição financeira, Daniel Vorcaro, e o juiz do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes nos dias que antecederam a prisão do primeiro, investigado por fraude e falsidade documentária enquanto dirigia o referido banco.

“O escândalo do Banco Master é o maior roubo da história do Brasil. Milhões de pessoas de vários estados e municípios foram vítimas dessa fraude”, lamentou o presidente em uma declaração em vídeo.

Nela, ele afirmou que “é fundamental que todos sejam investigados, sem proteger ninguém, custe o que custar”. “O povo brasileiro tem o direito de saber a verdade”, ressaltou.

Lula destacou que Vorcaro “tem relações com muitas pessoas poderosas” e que “suspeita-se que haja políticos e funcionários públicos envolvidos”, sem mencionar De Moraes, considerado próximo a ele, em uma intervenção na qual quis ressaltar sob qual governo a instituição financeira e seu dirigente foram desmantelados: “Foi durante meu mandato que o prenderam e fecharam o banco dele”.

O presidente também fez uma alusão velada ao vazamento do documento da Polícia Federal elaborado a pedido do ministro do Supremo André Mendonça, no qual constam as mensagens enviadas por Vorcaro a Alexandre de Moraes, a quem o banqueiro teria solicitado que intercedesse para frear as investigações e que o aconselhasse sobre como impedir a execução do mandado de prisão preventiva emitido contra ele.

“Nossa democracia não pode ser sequestrada por vazamentos seletivos”, afirmou o chefe do Palácio do Planalto em sua primeira intervenção sobre o assunto após a divulgação do relatório policial, cuja anulação foi solicitada pelo procurador-geral do país, Paulo Gonet, alegando que o juiz Mendonça “utilizou a Polícia” para forçar uma investigação sobre De Moraes, realizando “atividades que não lhe cabiam”.

Nesse contexto, e ressaltando “a gravidade do momento”, Lula declarou que “o povo brasileiro espera que o presidente do Supremo Tribunal Federal (Edson Fachin) e a Procuradoria-Geral da República liderem um processo que garanta a integridade e a confiança nas investigações”.

“Chegou a hora de que as pessoas que se dedicam à vida pública honrem seu dever e coloquem o compromisso público acima de qualquer interesse individual”, afirmou.

Além disso, considerando que “somente agindo com firmeza e transparência garantiremos que a sociedade brasileira respeite as instituições”, o presidente garantiu que “a democracia precisa de instituições fortes e respeitadas”. “Fica claro que nossos sistemas político e judicial precisam de reformas profundas”, afirmou.

Vorcaro está sendo investigado por seu papel como presidente do Banco Master, já liquidado devido a um esquema fraudulento que deixou um rombo financeiro de 12 bilhões de reais (1,696 bilhão de euros) e 1,6 milhão de pessoas afetadas. O caso voltou a ganhar destaque após o vazamento do referido relatório solicitado à Polícia Federal pelo juiz Mendonça e encaminhado ao Ministério Público.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

Contador

Contenido patrocinado