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MADRID 4 jul. (EUROPA PRESS) -
O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, transmitiu nesta sexta-feira seus melhores votos à recém-empossada presidente do Peru, Keiko Fujimori, depois que o Jurado Nacional de Eleições (JNE) peruano ratificou sua eleição, após ela ter superado o candidato Roberto Sánchez no segundo turno das eleições, realizado no último dia 21 de junho, tornando-se a nona chefe de Estado em apenas uma década.
“Parabenizo a presidente eleita Keiko Fujimori por sua vitória nas eleições presidenciais peruanas. Desejo-lhe muito sucesso no exercício de seu mandato e na importante tarefa de unir o povo peruano em torno de um projeto comum de desenvolvimento”, declarou o presidente brasileiro, que até então não havia se pronunciado sobre as eleições presidenciais do país andino.
Lula manifestou sua vontade de “avançar em uma agenda bilateral ambiciosa” com o Peru, país ao qual se referiu como “irmão”, com o qual não apenas compartilha uma extensa fronteira, mas também “profundos laços humanos”.
“Conte com o Brasil para que construamos juntos uma América do Sul mais próspera, integrada, democrática e soberana”, acrescentou o presidente, que antecipou que, entre as áreas de cooperação contempladas nessa futura agenda compartilhada, figuram — entre outras — a ampliação do comércio e dos investimentos, a integração das infraestruturas logísticas e digitais, o combate à fome e à pobreza, a proteção da Amazônia e a luta contra o crime organizado transnacional.
As palavras de Lula vêm depois que, nesta mesma sexta-feira, o presidente do JNE lembrou que a proclamação de Fujimori “resulta da vontade soberana de milhões de peruanos que, por meio do sufrágio, decidiram livremente quem conduzirá o destino da República durante o próximo mandato constitucional”.
O órgão eleitoral considerou ainda que essas eleições “representaram um dos maiores desafios democráticos, organizacionais e institucionais” da história recente do Peru. “Participaram 35 chapas presidenciais e o desenrolar de duas jornadas eleitorais exigiu o compromisso permanente das instituições eleitorais (...) e de milhares de pessoas que, em diferentes funções, trabalharam com um objetivo comum: garantir o respeito à vontade expressa pelos cidadãos nas urnas”, destacou.
Fujimori tornou-se, assim, chefe de Estado após concorrer em outras três ocasiões — 2011, 2016 e 2021 —, ficando sempre em segundo lugar. Nestas eleições, ela superou seu rival por 49.641 votos, ou seja, uma diferença de apenas 0,27%. A líder conservadora reagiu à proclamação com uma mensagem em suas redes sociais, na qual manifestou sua “profunda gratidão” pela “confiança” depositada por seus eleitores.
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