Publicado 26/10/2025 09:47

Lula oferece a Trump a mediação entre os EUA e a Venezuela

10 de outubro de 2025, São Paulo, São Paulo, Brasil: São Paulo (SP), 10 de outubro de 2025 Êxito/Crédito/Imobiliária/Governo/SP - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro das Cidades, Jader Filho, participam da cerimônia de anúncio do novo créd
Europa Press/Contacto/Leco Viana, Leco Viana

MADRID 26 out. (EUROPA PRESS) -

O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, propôs neste domingo ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante a reunião bilateral realizada na Malásia, atuar como mediador no conflito entre Washington e o governo venezuelano, que se agravou nas últimas semanas após o envio de navios de guerra norte-americanos ao Caribe e os ataques mortais contra supostas embarcações do narcotráfico.

"Lula levantou a questão e disse que a América Latina e a América do Sul, especificamente onde estamos, é uma região de paz, e se ofereceu para ser um contato, para ser um interlocutor, como já foi antes, com a Venezuela para buscar soluções que sejam mutuamente aceitáveis e corretas entre os dois países", explicou o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, de acordo com o jornal brasileiro 'Folha'.

A reunião durou cerca de 50 minutos e se concentrou principalmente nas tarifas impostas pelos Estados Unidos. Nesse sentido, ambos os líderes concordaram em abrir imediatamente um processo de negociação para um novo acordo comercial.

De fato, Trump afirmou em declarações à imprensa antes da reunião que a Venezuela não era um dos assuntos a serem discutidos. Lula e seu governo, no entanto, haviam manifestado a intenção de levantar essa questão por considerarem que uma intervenção militar na Venezuela geraria instabilidade e prejudicaria o Brasil, segundo a imprensa brasileira.

No sábado, Lula criticou os ataques militares dos EUA a embarcações civis no Caribe porque acredita que "seria muito melhor que os Estados Unidos conversassem com a polícia de outros países, com o Ministério da Justiça de cada país, para que as pessoas pudessem fazer algo em conjunto".

"Se a moda pega, todo mundo poderia invadir o território do outro para fazer o que quiser. Onde está o respeito pela soberania dos países? Isso é uma maldade. Quero discutir essas questões com o presidente Trump se ele as colocar na mesa", disse ele.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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