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MADRID 28 jul. (EUROPA PRESS) -
O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, minimizou os insultos que seu homólogo argentino, Javier Milei, lhe dirigiu no último fim de semana durante um evento realizado em São Paulo, o que resultou em uma crise diplomática sem precedentes nas últimas décadas.
“Quem é esse cara?”, ironizou Lula da Silva quando a imprensa lhe pediu um comentário sobre o ocorrido, enquanto aguardava, nesta segunda-feira, na sede do Ministério das Relações Exteriores, em Brasília, a chegada do presidente da Coreia do Sul, Lee Jae Myung, segundo a imprensa local.
Milei esteve no sábado em São Paulo apoiando a candidatura do filho do ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro, Flávio Bolsonaro, para as eleições de outubro deste ano, nas quais ele enfrentará o atual chefe de Estado, Luiz Inácio Lula da Silva, a quem se referiu como “presidiário”, entre outros insultos.
O presidente argentino também atacou o juiz do Supremo Tribunal Federal e relator do processo por golpe de Estado contra Jair Bolsonaro, Alexandre de Moraes, a quem chamou de “lixo careca”, como parte de uma diatribe inflamada na qual, fiel ao seu estilo histriônico e vulgar, partiu para cima dos “esquerdistas de merda”.
Como era de se esperar, as autoridades brasileiras apresentaram uma reclamação formal, pois consideram que, apesar da animosidade declarada que ambos os líderes nutrem um pelo outro, nesta ocasião o presidente argentino “ultrapassou todos os limites possíveis”.
O Ministério das Relações Exteriores do Brasil convocou o embaixador argentino para expressar seu descontentamento com essas declarações, enquanto o chefe da missão diplomática brasileira em Buenos Aires foi chamado para consultas.
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