MADRID 3 abr. (EUROPA PRESS) -
O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, disse na quinta-feira que não tolerará "ameaças à democracia" após a imposição indiscriminada de tarifas pela administração Trump e prometeu que responderá de maneira recíproca a essas políticas protecionistas.
"Somos um país que não tolera ameaças à democracia, que não renuncia à sua soberania, que não presta continência a nenhuma bandeira que não seja a verde-amarela, que fala de igual para igual, que respeita todos os países, mas que exige reciprocidade no seu tratamento", ressaltou em um evento para fazer um balanço desses anos de governo.
O Brasil foi um dos países aos quais Trump impôs uma tarifa de 10% sobre suas exportações, como parte de seu plano de estabelecer tarifas recíprocas para reverter a "injustiça", disse ele, que foi cometida contra os Estados Unidos. Essa tarifa se soma a uma taxa anterior de 25% sobre o aço e o alumínio.
Lula disse que, diante dessas medidas, o governo adotará uma resposta recíproca, com base na legislação aprovada nas últimas horas pelo Congresso, a fim de proteger as empresas e os trabalhadores brasileiros contra "um protecionismo que não deveria ter lugar".
A legislação aprovada pelo Congresso permite que o Brasil desconsidere as diretrizes da Organização Mundial do Comércio (OMC) que impedem favorecer ou prejudicar um membro do bloco com tarifas e estabelece que a resposta "na medida do possível" deve ser proporcional ao impacto econômico causado pela outra parte.
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