Publicado 29/04/2026 03:21

Lula destaca um “momento histórico” após promulgar o acordo comercial entre o Mercosul e a UE

O presidente do Brasil defende o multilateralismo diante da "imposição unilateral de tarifas" por parte de Trump

20 de abril de 2026, Baixa Saxônia, Hanôver: O presidente do Brasil, Lula da Silva, discursa durante uma coletiva de imprensa conjunta com o chanceler alemão Friedrich Merz (não aparece na foto) no Palácio de Herrenhausen, em Hanôver. Foto: Michael Kappel
Michael Kappeler/dpa

MADRID, 29 abr. (EUROPA PRESS) -

O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, promulgou o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia (UE), no que descreveu como “um momento histórico” para o país sul-americano e o bloco, após 25 anos de negociações.

“Um momento histórico para o Brasil e o Mercosul. Assinamos hoje, após 25 anos de negociações, o decreto de promulgação do acordo Mercosul-UE. Com isso, concluímos formalmente a ratificação do tratado pelo Brasil”, indicou o presidente em uma mensagem nas redes sociais.

Assim, ele destacou que “a partir de 1º de maio, o Mercosul e a UE começarão a se unir em uma das maiores áreas de livre comércio do planeta”. “Juntos, teremos 31 países, 720 milhões de pessoas e um PIB que ultrapassa os 22 bilhões de dólares (18,8 bilhões de euros)”, indicou, antes de ressaltar que “o acordo significa o fortalecimento da relação com nosso segundo maior parceiro comercial e maior investidor estrangeiro no Brasil”.

“Em um momento de protecionismo, reforçamos o multilateralismo. Enviamos ao mundo a mensagem de que não há nada melhor do que acreditar na prática da democracia e nas relações cordiais entre as nações”, sublinhou, ao mesmo tempo em que argumentou que essa medida surge “depois que o presidente (americano, Donald) Trump tomou as decisões que tomou, impondo unilateralmente tarifas ao mundo inteiro”.

Nesse sentido, ele defendeu que “a resposta que a UE e o Brasil deram ao mundo é que não há nada melhor do que acreditar no exercício da democracia, no multilateralismo e nas relações cordiais entre as nações”. “É esse o exemplo que estamos dando hoje aqui”, acrescentou o presidente brasileiro.

A assinatura de Lula no documento ocorreu depois que o Senado brasileiro aprovou, no início de março, o acordo entre a UE e o Mercosul — que inclui Uruguai, Paraguai e Argentina —, um texto que já foi ratificado por todos os países sul-americanos do bloco. Ainda falta a confirmação do lado europeu, embora a presidente da Comissão, Ursula von der Leyen, tenha anunciado no final de fevereiro o início do processo para sua aplicação provisória.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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