Publicado 28/03/2025 09:19

Lula defende no Vietnã que a América Latina e o Sudeste Asiático se distanciem das disputas com a China e os EUA

25 de março de 2025, Tóquio, Tóquio, Japão: O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva passa em revista os guardas de honra durante a cerimônia de boas-vindas no Palácio Imperial em Tóquio, em 25 de março de 2025. O presidente Lula está agora em Tó
Europa Press/Contacto/POOL

MADRID 28 mar. (EUROPA PRESS) -

O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, defendeu nesta sexta-feira, durante sua visita ao Vietnã, que os países do Sudeste Asiático e da América Latina devem evitar se posicionar entre qualquer um dos grandes eixos de influência, como resultado da renovada disputa geopolítica entre os Estados Unidos e a China.

Lula defendeu esses postulados na presença de seu homólogo vietnamita, Luong Cuong, em Hanói, capital do país para o qual viajou como parte de uma curta turnê pela região que também o levou ao Japão há alguns dias.

"Como expoentes de uma ordem multipolar, a América Latina e o Sudeste Asiático devem evitar uma nova divisão do planeta em zonas de influência", disse o presidente brasileiro, que lembrou como tanto seu país quanto o Vietnã "sofreram os efeitos da Guerra Fria", segundo o site G1.

"O melhor caminho é o do não-alinhamento", reiterou, em um momento em que tanto o Brasil quanto o Vietnã enfrentam as ameaças tarifárias do presidente dos EUA, Donald Trump, que também tem como alvo a China.

As observações de Lula vêm em resposta ao plano do governo de expandir os laços econômicos com outros países em uma tentativa de reduzir a dependência da China e dos Estados Unidos, seus dois principais parceiros comerciais.

Já em Tóquio, o presidente brasileiro abordou os problemas que surgiriam nas relações comerciais se Trump não recuasse em sua ideia de impor tarifas sobre as exportações de até 25% em alguns casos.

"Não sei que benefício há em aumentar as tarifas sobre os carros japoneses (...) A única coisa que se consegue é encarecer o preço para os consumidores americanos e aumentar a inflação", disse o presidente brasileiro.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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