Alberto Paredes - Europa Press
Defende o multilateralismo: a ONU é “um instrumento muito valioso, se funcionar bem”
L'HOSPITALET DE LLOBREGAT (BARCELONA), 18 (EUROPA PRESS)
O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou que “nenhum presidente de nenhum país do mundo, por maior que seja, tem o direito de impor regras a outros países”.
Foi o que ele declarou neste sábado na IV Reunião em Defesa da Democracia, promovida pelo presidente do Governo, Pedro Sánchez, e ao lado de uma dezena de chefes de Estado e de Governo de esquerda de todo o mundo.
Ele instou o Conselho de Segurança da ONU a se reunir para mudar o comportamento do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump: “Os cinco membros do Conselho de Segurança da ONU devem se reunir para mudar seu comportamento”.
MUDAR O "COMPORTAMENTO" DE TRUMP
"Não podemos acordar todas as manhãs e ir dormir à noite sempre com o tuíte de um presidente da república ameaçando o mundo, declarando guerra", disse ele.
Ele também alertou para o perigo que representa a “falta de respeito” à ONU e à harmonia entre os países, e descreveu a ONU como um instrumento muito valioso se funcionar bem, após o que pediu que ela não permaneça em silêncio diante dos conflitos atuais e que sejam convocadas reuniões extraordinárias.
“A ONU, que teve força para criar o Estado de Israel, não tem força nem mesmo para manter o Estado palestino”, lamentou Lula da Silva, e garantiu que o mundo não precisa de guerras e apostou no multilateralismo.
“ACABEM COM ESSE BLOQUEIO A CUBA”
Ele demonstrou preocupação com Cuba e seus cidadãos: “É preciso acabar com esse bloqueio a Cuba e deixar que os cubanos vivam suas vidas. Não é possível ficarmos em silêncio diante disso”.
Ele se incomoda com o fato de que estamos voltando à época dos “imperadores que se acham donos do mundo” e acrescentou que o povo merece a oportunidade de viver em democracia e controlar seu voto, em alusão às interferências por meio das redes sociais.
A DEMOCRACIA DA ONU
O presidente defendeu a união de todos aqueles que desejam construir democracias no mundo e garantiu que não é correto permanecer em silêncio.
“A democracia das Nações Unidas depende de nós. Fortalecer o multilateralismo depende de nós. Não depende de mais ninguém”, afirmou.
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