Publicado 18/04/2026 10:12

Lula da Silva afirma que nenhum presidente tem o direito de “impor regras a outros países”

O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (ao centro), o presidente do Governo, Pedro Sánchez (à direita), e a primeira-dama do Brasil, Janja Lula da Silva (à esquerda), durante a IV Reunião em Defesa da Democracia, em 18 de abril de 2026, em Barc
Alberto Paredes - Europa Press

Defende o multilateralismo: a ONU é “um instrumento muito valioso, se funcionar bem”

L'HOSPITALET DE LLOBREGAT (BARCELONA), 18 (EUROPA PRESS)

O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou que “nenhum presidente de nenhum país do mundo, por maior que seja, tem o direito de impor regras a outros países”.

Foi o que ele declarou neste sábado na IV Reunião em Defesa da Democracia, promovida pelo presidente do Governo, Pedro Sánchez, e ao lado de uma dezena de chefes de Estado e de Governo de esquerda de todo o mundo.

Ele instou o Conselho de Segurança da ONU a se reunir para mudar o comportamento do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump: “Os cinco membros do Conselho de Segurança da ONU devem se reunir para mudar seu comportamento”.

MUDAR O "COMPORTAMENTO" DE TRUMP

"Não podemos acordar todas as manhãs e ir dormir à noite sempre com o tuíte de um presidente da república ameaçando o mundo, declarando guerra", disse ele.

Ele também alertou para o perigo que representa a “falta de respeito” à ONU e à harmonia entre os países, e descreveu a ONU como um instrumento muito valioso se funcionar bem, após o que pediu que ela não permaneça em silêncio diante dos conflitos atuais e que sejam convocadas reuniões extraordinárias.

“A ONU, que teve força para criar o Estado de Israel, não tem força nem mesmo para manter o Estado palestino”, lamentou Lula da Silva, e garantiu que o mundo não precisa de guerras e apostou no multilateralismo.

“ACABEM COM ESSE BLOQUEIO A CUBA”

Ele demonstrou preocupação com Cuba e seus cidadãos: “É preciso acabar com esse bloqueio a Cuba e deixar que os cubanos vivam suas vidas. Não é possível ficarmos em silêncio diante disso”.

Ele se incomoda com o fato de que estamos voltando à época dos “imperadores que se acham donos do mundo” e acrescentou que o povo merece a oportunidade de viver em democracia e controlar seu voto, em alusão às interferências por meio das redes sociais.

A DEMOCRACIA DA ONU

O presidente defendeu a união de todos aqueles que desejam construir democracias no mundo e garantiu que não é correto permanecer em silêncio.

“A democracia das Nações Unidas depende de nós. Fortalecer o multilateralismo depende de nós. Não depende de mais ninguém”, afirmou.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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