Publicado 21/04/2026 08:23

Lula critica a "ingerência" dos EUA ao expulsar o agente envolvido na prisão do ex-chefe da Inteligência

Archivo - Arquivo - 25 de novembro de 2025, Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil: Rio de Janeiro (RJ), 25/11/2025 - Alexandre Ramagem/Prisão/STF/Conspiração golpista - O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes ordenou a prisão do deputa
Europa Press/Contacto/Saulo Angelo - Arquivo

MADRID 21 abr. (EUROPA PRESS) -

O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, classificou nesta terça-feira como um “abuso” e uma “ingerência” a decisão dos Estados Unidos de expulsar do país o agente brasileiro que colaborou, há alguns dias, na prisão em Orlando, Flórida, do ex-chefe da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN), Alexandre Ramagem, e adiantou que responderão de forma recíproca.

“Se houve um abuso por parte dos Estados Unidos em relação ao nosso policial, vamos agir de forma recíproca com o deles no Brasil. Não há mais o que discutir, queremos que as coisas sejam feitas da maneira certa”, afirmou nesta terça-feira o presidente Lula em Hannover, uma das paradas da turnê que o leva nestes dias pela Europa.

“Não podemos aceitar essa ingerência e esse abuso de autoridade que alguns americanos querem exercer sobre o Brasil”, enfatizou Lula, depois que, na segunda-feira, o Escritório de Assuntos do Hemisfério Ocidental do Departamento de Estado anunciou a expulsão, sem citar nomes, de Marcelo Ivo de Carvalho, o agente brasileiro que há dois anos colabora com as autoridades dos Estados Unidos.

De Carvalho colaborou com o Serviço de Controle de Imigração e Alfândega (ICE) na prisão, há uma semana, de Ramagem, que fugiu para os Estados Unidos enquanto comparecia ao julgamento no qual foi condenado a 16 anos de prisão por seu envolvimento na tentativa de golpe de Estado liderada por Jair Bolsonaro em 2022.

No entanto, apenas dois dias depois, ele foi libertado e explicou que sua prisão se deveu a “uma questão migratória” de caráter administrativo, que nada teria a ver com um pedido de extradição. O ex-diretor da ABIN ressaltou que se encontra legalmente nos Estados Unidos e agradeceu à “alta cúpula” do governo de Donald Trump pelas diligências para sua libertação.

Agora, Washington justificou sua decisão de expulsar o policial alegando que ele teria tentado “manipular” o sistema de imigração tanto para evitar sua saída quanto para “lançar uma caça às bruxas política” nos Estados Unidos.

Vale ressaltar que De Carvalho havia sido enviado a Miami em março de 2023 para colaborar com as autoridades dos Estados Unidos na identificação e detenção de fugitivos da Justiça brasileira. Em março de 2025, sua missão foi prorrogada até agosto de 2026.

O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, garantiu que a expulsão do agente “não tem qualquer fundamento” e que confiam que as autoridades americanas esclareçam o ocorrido.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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