Publicado 23/10/2025 07:51

Lula confirma que será candidato nas eleições de 2026: "Tenho a mesma energia que tinha aos 30 anos".

10 de outubro de 2025, São Paulo, São Paulo, Brasil: O Presidente do Brasil, LUIZ INACIO LULA DA SILVA, participa da cerimônia de assinatura do novo modelo de crédito imobiliário em São Paulo, Brasil, em 10 de outubro de 2025.
Europa Press/Contacto/Paulo Lopes

MADRID 23 out. (EUROPA PRESS) -

O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, confirmou que será candidato nas eleições de 2026 e que está forte o suficiente para concorrer ao que seria seu quarto mandato, enquanto ainda espera encontrar seu rival entre um grupo de governadores conservadores, que ele venceria de acordo com as pesquisas.

"Vou ter 80 anos, mas pode ter certeza de que tenho a mesma energia que tinha quando tinha 30", disse ele na quinta-feira em Jacarta, capital da Indonésia, a primeira parada de uma turnê pela região que o levará à Malásia para a cúpula da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) no fim de semana.

"Vou disputar um quarto mandato", reiterou ele ao seu colega indonésio, Prabowo Subianto, do Palácio Merdeka, onde também aproveitou a oportunidade para criticar as políticas protecionistas dos Estados Unidos, às vésperas de um possível encontro com o presidente Donald Trump à margem da ASEAN, informa o G1.

Lula voltou a insistir na promoção do multilateralismo e de uma "democracia comercial" que sirva para o crescimento e a criação de empregos de qualidade. "É para isso que fomos eleitos, para representar nosso povo", disse ao presidente indonésio, com quem defendeu o comércio em suas próprias moedas.

"Temos que mudar as coisas. O século XXI exige que tenhamos a coragem que não tivemos no século XX. Exige que mudemos algumas das formas de nos relacionarmos uns com os outros comercialmente para que não dependamos de ninguém", explicou.

O presidente brasileiro seguirá para Kuala Lumpur, capital da Malásia, nos próximos dias para participar da cúpula da ASEAN, onde deverá se encontrar com Donald Trump neste domingo, como culminância dos gestos de aproximação e palavras cordiais que têm sido dedicadas um ao outro após meses de tensão diplomática.

Seria o primeiro encontro entre os dois, sem contar a breve interação durante a última Assembleia Geral da ONU e o telefonema alguns dias depois. Lula espera persuadir Trump a retirar as tarifas de 50% sobre as exportações brasileiras e as sanções contra altos funcionários.

As sanções têm como alvo o juiz da Suprema Corte, Alexandre de Moraes, que está encarregado do processo de golpe contra um dos mais próximos apoiadores de Trump na América Latina, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Fontes brasileiras sugerem que Lula também poderia usar a reunião para discutir o aumento das tensões entre o governo Trump e os governos da Colômbia e da Venezuela.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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