Publicado 09/10/2025 09:53

Lula confirma as primeiras conversas com os EUA sobre o 'tarifazo' e elogia a "cordialidade" de Trump

24 de setembro de 2025, Nova York, Nova York, EUA: Luiz Inácio Lula da Silva, Presidente do Brasil, fala à imprensa na sede da ONU em Nova York, NY, em 24 de setembro de 2025.
Europa Press/Contacto/Lev Radin

MADRID 9 out. (EUROPA PRESS) -

O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, confirmou nesta quinta-feira as primeiras conversas com os Estados Unidos para negociar as tarifas impostas por Washington às exportações brasileiras e reconheceu ter ficado surpreso com a "gentileza" de Donald Trump durante sua recente conversa.

Lula revelou que o secretário de Estado Marco Rubio e seu colega brasileiro Mauro Vieira conversaram por telefone na quarta-feira. "Uma nova etapa está começando", disse ele em uma entrevista à Rádio Piata, na qual enfatizou que "o Brasil não quer brigar com os Estados Unidos".

Nesta segunda-feira, as relações diplomáticas entre Washington e Brasília pareceram tomar um rumo diferente depois de meses em que ambos os líderes dedicaram todo tipo de reprovação e desprezo um ao outro, depois que Trump telefonou para Lula, que admitiu ter ficado surpreso com a "grande gentileza" demonstrada pelo americano.

"Ele me ligou da maneira mais gentil que um ser humano pode tratar com outro", disse Lula, que revelou ter instado o presidente Trump a tratar diretamente um com o outro e que ambos os países, como "as duas maiores democracias do Ocidente", deveriam dar um exemplo ao resto do mundo com uma relação baseada na "cordialidade".

Nessa conversa, Lula pediu a Trump que removesse as tarifas ou reduzisse as tarifas de até 40% que ele impôs às exportações brasileiras, que, juntamente com as aplicadas à Índia, são as mais agressivas. Ele também pediu a remoção das sanções impostas a funcionários brasileiros de alto escalão.

O retorno abrupto de Trump, com ameaças de sanções e tarifas sobre tudo o que aparecesse nos mapas, e a simpatia do magnata pelo ex-presidente Jair Bolsonaro acabaram por confirmar uma crise diplomática com poucos precedentes próximos em mais de 200 anos de boas relações.

Do Brasil, eles apontam que essas medidas coercitivas vindas da Casa Branca respondem ao interesse em interferir no processo judicial de Bolsonaro, finalmente condenado a 27 anos por crimes de golpe de Estado e rebelião.

ELEIÇÕES 2026

Lula também reafirmou sua predisposição para ser candidato às próximas eleições, em 2026, em um momento em que as pesquisas lhe sorriem, graças, em parte, à capacidade do governo de lidar com a crise diplomática com os Estados Unidos e ao colapso de uma oposição incapaz de apontar um protesto unido.

"Tenho certeza de que nossos possíveis adversários devem estar muito mais preocupados do que eu, porque sabem que será difícil nos derrotar", disse ele, acrescentando que sua eventual candidatura está sujeita às "forças" com as quais ele poderá contar no próximo ano. Lula estará prestes a completar 81 anos.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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