Publicado 03/06/2025 22:24

Lula chama de "inadmissível" a ameaça de sanções dos EUA contra o juiz da Suprema Corte brasileira De Moraes.

Washington poderia rotulá-lo como "cúmplice da censura" e impor sanções, algo que Marco Rubio já considerou provável.

Archivo - Arquivo - 12 de dezembro de 2022: BRASÍLIA/DF (BRASIL), 12/12/2022 - DIPLOMAÇÃO / LULA / ELEIÇÃO / PRESIDENTE - Cerimônia de diplomação de Luiz Inácio Lula da Silva, eleito presidente do Brasil na última eleição, e seu vice, Geraldo Alckmin, em
Europa Press/Contacto/Claudio Reis / Ag. Enquadrar

MADRID, 4 jun. (EUROPA PRESS) -

O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva classificou nesta terça-feira como "inadmissível" a ameaça dos Estados Unidos de impor sanções contra o juiz do Supremo Tribunal Federal e relator do caso do golpe de Estado no início de 2023, Alexandre de Moraes.

"É inadmissível que o presidente de qualquer país do mundo se manifeste sobre a decisão da Suprema Corte de outro país", disse ele em entrevista coletiva realizada no Palácio do Planalto, sede do governo brasileiro, segundo a Agência Brasil.

Lula considerou que, independentemente das ações da Suprema Corte, Washington deveria "permanecer em silêncio" e não dar sua opinião. "Acho que os Estados Unidos só precisam entender que o respeito à integridade das instituições de outros países é muito importante", disse.

O presidente brasileiro ressaltou que, no momento, seu governo está ciente apenas das declarações das autoridades norte-americanas, mas não de medidas específicas, embora tenha assegurado que "o Brasil defenderá não apenas seu ministro, mas também a Suprema Corte".

JUIZ DE MORAES, ALVO DO DEPARTAMENTO DE ESTADO

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, anunciou na semana passada que Washington proibiria a entrada no país de todas as pessoas, inclusive funcionários, que fossem "cúmplices da censura aos americanos", "seja na América Latina, na Europa ou em qualquer outro lugar".

A medida foi amplamente vista como uma mensagem para De Moraes, depois que o chefe da diplomacia dos EUA confirmou que havia "uma grande possibilidade" de que ele fosse sancionado pelas autoridades dos EUA.

O magistrado havia iniciado apenas dois dias antes uma investigação contra o deputado Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, pelos crimes de obstrução de investigações, coação durante o processo em curso e atentado contra a soberania do Brasil, como parte de uma campanha para defender a inocência de seu pai, acusado de um golpe de Estado pelo ataque às instituições em janeiro de 2023, a partir dos Estados Unidos.

Em março deste ano, o parlamentar solicitou uma licença de 122 dias e foi morar nos Estados Unidos, onde, segundo o Ministério Público brasileiro, está tentando fazer com que Washington imponha sanções contra o juiz brasileiro para "coagir" a Suprema Corte.

Na próxima segunda-feira, 9 de junho, Jair Bolsonaro e outros sete réus comparecerão perante o mais alto tribunal do Brasil na trama da tentativa de golpe contra o presidente Lula.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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