Europa Press/Contacto/Igor Do Vale
MADRID 7 set. (EUROPA PRESS) -
O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, descreveu os políticos que atacam o país como "traidores da pátria" e defendeu que o Brasil não aceita "ordens de ninguém" em um discurso institucional para o Dia da Independência do Brasil, em meio ao processo judicial contra o ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro (2019-2023) por tentativa de golpe de Estado e suas tentativas de pressionar o governo de Lula através dos Estados Unidos.
"Defendemos nossa democracia e resistiremos a qualquer um que tente miná-la. O papel de alguns políticos brasileiros em incitar ataques contra o Brasil é inaceitável. Eles foram eleitos para servir ao povo brasileiro, mas defendem apenas seus próprios interesses pessoais. Eles são traidores da nação. A história não os perdoará", disse o líder brasileiro.
Lula conclamou os cidadãos do Brasil a defender "o que é de todos", a "pátria brasileira e a escolha da (nossa) bandeira". "Amigos, este é o momento em que a história nos pergunta de que lado estamos", declarou.
O ex-presidente Bolsonaro - em prisão domiciliar - enfrenta uma sentença que pode chegar a mais de 40 anos de prisão pela tentativa de golpe de 8 de janeiro de 2023. O extremista de direita e outros sete fazem parte do chamado núcleo central da conspiração e enfrentam acusações de associação criminosa, tentativa de abolir violentamente o estado de direito, golpe de estado e danos à propriedade.
O governo brasileiro acusou Bolsonaro e sua comitiva - incluindo seu filho Eduardo Bolsonaro - de obstruir a investigação sobre o golpe de Estado do ex-presidente. Especificamente, de promover medidas de retaliação em Washington contra o executivo e o judiciário brasileiros, por meio do suposto financiamento de até dois milhões de reais (300.000 euros) para fazer campanha e atrapalhar o caso.
Por sua vez, os Estados Unidos sancionaram - revogando seu visto e bloqueando seus bens nos EUA - o juiz da Suprema Corte brasileira Alexandre de Moraes, responsável pelo julgamento, alegando que "ele usou sua posição para autorizar a prisão preventiva arbitrária e suprimir a liberdade de expressão".
"Não somos, nem voltaremos a ser, colônia de ninguém. Somos capazes de governar e cuidar da nossa terra e do nosso povo, sem interferência de nenhum governo estrangeiro", disse Lula.
Ele também defendeu sua administração como chefe de governo, destacando o crescimento econômico do Brasil "acima da média mundial" e as políticas públicas implementadas.
"Se temos direito a essas políticas públicas, é porque o Brasil é um país soberano e tomou a decisão de cuidar do povo brasileiro", afirmou.
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